
“A REF mudou minha trajetória acadêmica e pessoal”
Nesta edição divulgamos a entrevista com a mestranda em História, Bruna Busnello, que pesquisa sobre mulheres na política em Santa Catarina. Atualmente é Editora Assistente da Revista Estudos Feministas (REF). Ela nos conta que “Ser bolsista da REF foi um divisor de águas na minha trajetória acadêmica, pessoal e profissional”

Boletim IEG - Conte-nos como você se aproximou do IEG e como suas atividades dentro do Instituto se relacionam com seus estudos na UFSC.
Bruna - Minha trajetória acadêmica é marcada pela aproximação com os estudos da teoria feminista e da História das Mulheres e Relações de Gênero. Durante a graduação, fui bolsista de Iniciação Científica (PIBIC) por dois anos, orientada pela professora Dra. Joana Maria Pedro, quando iniciei investigações que relacionam mulheres e o campo político institucional. Neste arcabouço, passei a fazer parte do Laboratório de Estudos de Gênero e História (LEGH/UFSC) desde 2020. Em 2023, fui bolsista de extensão do LEGH, atuando no cuidado do acervo, dos trâmites internos e eventos realizados pelo Laboratório. Em 2024, ingressei no Programa de Pós-Graduação em História (PPGH/UFSC), como mestranda, pesquisando sobre mulheres na política em Santa Catarina. Os resultados da minha aproximação com o LEGH e com os estudos de gênero, ocasionaram no encontro com a vaga para bolsista de pós-graduação na Revista Estudos Feministas (REF).
Boletim IEG - Estar no IEG, em contato com os estudos de gêneros e feministas, causaram efeitos na sua trajetória pessoal, acadêmica e profissional? Como?
Bruna - Totalmente. Ser bolsista da REF foi um divisor de águas na minha trajetória acadêmica, pessoal e profissional. Primeiramente, aprendi e sigo aprendendo sobre os processos editoriais internos e externos que envolvem a publicação de uma Revista de Qualis A1 no Brasil. Uma revista grande, potente e de circulação internacional. Em segundo lugar, estar como editora responsável desta revista acarreta muita responsabilidade, à qual vem transformando minhas perspectivas quanto profissional da área. O contato direto com artigos, estudos e resenhas recém-publicados, bem como, as reuniões editoriais internas, me auxiliam a pensar em minha pesquisa, gerando impactos no arcabouço teórico-metodológico que utilizo.
Boletim IEG - Fale um pouco sobre os seus projetos - concluídos ou em curso - dos quais você mais se orgulha.
Bruna - Acredito que um dos meus maiores orgulhos atualmente tem sido a pesquisa que desenvolvo no mestrado. É uma pesquisa feita com e por mulheres. Acredito na potência da minha investigação na contribuição para os estudos de gênero e História das Mulheres, sobretudo, em Santa Catarina – estado marcado pelo avanço do neoconservadorismo. Além disso, me orgulho também dos trabalhos que estão sendo desenvolvidos na REF. Temos conseguido – com esforço – dar continuidade à processos editoriais de muitos artigos. Conto com uma boa equipe de bolsistas, editoras, diagramadoras e revisoras que são excelentes.









