
ENTREVISTA - Conhecendo a equipe do IEG
Em continuidade a série de entrevistas com a equipe que integra o IEG, a entrevista é com Nathalia da Silva Mendes, graduanda de Letras Francês/UFSC. Confira!
Nesta edição publicamos a entrevista com Nathalia Mendes, bolsista que integra o IEG, somando-se às pessoas que trabalham nos bastidores e são imprescindíveis para a realização dos projetos. Nosso objetivo é visibilizar o pensamento das/os bolsistas, mostrando suas ideias, sonhos e reflexões sobre os estudos de gênero e feministas. Nathalia da Silva Mendes, é graduanda de Letras Francês/UFSC e bolsista do Projeto "Arte, Performance e Política: artivismo e relações entre academia-movimentos sociais".
Conte-nos como você se aproximou do IEG e como suas atividades dentro do Instituto se relacionam com seus estudos na UFSC.
Nathalia Mendes (NM): Me aproximei do IEG logo que ingressei na universidade no primeiro semestre de 2020, assinar o boletim foi uma das minhas primeiras ações como caloura, já que sempre me interessei nessa área de pesquisa. Sendo assim, dentro da tríade linguística, tradução e literatura, procuro analisar os tópicos levantados em aula por uma perspectiva feminista decolonial, a fim de focalizar a língua/gem como elemento identitário e ferramenta de (r)existência. Fazer parte do projeto: “Arte, performance e política: artivismo e relações entre academia-movimentos sociais” trouxe essas colocações para outro patamar, já que tenho contato com a produção cultural que transforma, conscientiza e incita a reflexão.
Quais têm sido suas atividades e prioridades como bolsista do IEG, considerando o atual momento que vive a UFSC, o país e o mundo, diante da pandemia da Covid-19?
(NM): Considero a pandemia um longo e intenso momento de introspecção e pude perceber uma constante conexão e desconexão entre o “eu” e o mundo. Minha prioridade de atuação voltou-se a ressignificar os meios de entretenimento; na era da alienação procurei na literatura e no cinema fragmentos da realidade e pude participar de encontros on-line de projetos de extensão que compartilhavam dessa visão para manter, mesmo a distância, um senso de comunidade. Agora, ao integrar o IEG, tenho atuado como parte da equipe técnica de eventos on-line - como os 21 dias de ativismo - com a edição dos vídeos de abertura pude expandir minha compressão da arte como ferramenta de transformação que nos afasta da inércia cotidiana e compõe nossa identidade.
Estar no IEG e de certa forma em contato com os estudos de gêneros e feministas têm causado efeitos na sua trajetória pessoal e acadêmica e profissional? Como?
(NM): Estar no IEG me mostrou a vastidão de abordagens dentro de um mesmo campo de estudos. Ter contato com os movimentos sociais de Florianópolis e conhecer (mesmo que virtualmente) mulheres incríveis com as mais diversas trajetórias de vida é inspirador e me mostrou que “ninguém solta a mão de ninguém” e que somos mais fortes unidas em nossas diferenças. A existência é plural e encontros como esse unificam a luta. Quanto à trajetória profissional, posso dizer que me sinto acolhida pela equipe e que encontrei aqui um espaço de aprendizado.









