
ENTREVISTA - Conhecendo a equipe do IEG
Dando continuidade a série de entrevistas com a equipe que integra o IEG, a entrevista de hoje é com a estudante de Relações Internacionais Débora Speck, bolsista de Iniciação Científica e atuante no IEG On-line.
Nesta edição, damos continuidade a mais uma série de entrevistas com a equipe que integra o IEG: as pessoas que trabalham nos bastidores, ajuda na elaboração que são imprescindíveis para a realização dos projetos. Nosso objetivo é visibilizar o pensamento das/os bolsistas, mostrando suas ideias, sonhos e reflexões sobre os estudos de gênero e feministas. Na edição de Janeiro/Fevereiro do Boletim, conheça a estudante de Relações Internacionais, Débora Speck, que colabora na Comissão Pró-Moçambique e Comunicação do IEG.
Conte-nos como você se aproximou do IEG e como suas atividades dentro do Instituto se relacionam com seus estudos na UFSC:
Débora Speck (DS): Quando iniciei minha graduação na UFSC ouvi falar do IEG por uma amiga que me contou um pouco dos projetos e principalmente do Fazendo Gênero. Até então eu não conhecia e ao pesquisar, fui vendo os vários trabalhos que o IEG desenvolve, e foi algo que me deixou muito feliz, saber que estava pertinho de um Instituto que é referência na área. Ao estudar Relações Internacionais, temos a tendência de estudar os acontecimentos de uma maneira mais macro, as hegemonias e os grandes poderes mundiais, não dando a devida atenção às pessoas envolvidas nos outros contextos. Trabalhar no IEG e ter contato com diversas pessoas, projetos e cursos que reforçam a importância das vivências de várias realidades, fortalece a importância da proximidade com os indivíduos e seus processos históricos, como meio de entender melhor as relações individuais e coletivas. Sendo o IEG esse espaço de referência em pesquisa e atuação na área de estudos de gênero e feminismos, consigo conectar cada vez mais os acontecimentos externos e as origens de diversos conflitos com base em uma visão interseccional, expandindo meus estudos para além das abordagens teóricas clássicas de Relações Internacionais.
Quais têm sido suas atividades e prioridades como bolsistas do IEG, considerando o atual momento que vive a UFSC, o país e o mundo, diante da pandemia da Covid-19?
(DS): Minhas atividades do IEG começaram durante a pandemia, então a minha única experiência é nesse período em particular. Mas minha prioridade é auxiliar no necessário para que as atividades possam continuar acontecendo, principalmente agora que nosso único meio de circulação é o virtual, em que as demandas são maiores e necessitam de mais atenção para levar o conteúdo para o público de forma mais organizada.
Estar no IEG e de certa forma em contato com os estudos de gêneros e feministas têm causado efeitos na sua trajetória pessoal e acadêmica e profissional? Como?
(DS): Com certeza. Na minha trajetória pessoal, expandindo minhas visões de mundo, entendendo meu lugar como mulher na sociedade e claro, reforçando cada vez mais a importância de estarmos juntas, nas nossas lutas comuns mas também nos apoiando nas nossas lutas individuais. Na trajetória acadêmica, ter contato direto com o IEG e aprender com os seus diversos projetos, cursos, pesquisas, professoras e pesquisadoras, me permite cada vez mais relacionar as perspectivas de gênero e feministas nas minhas pesquisas de Relações Internacionais, fortalecendo as discussões nos meus estudos, visto que essas abordagens ainda são recentes na área, principalmente acadêmica.









