Aborto: um olhar displicente da sociedade
Aborto: um olhar displicente da sociedade, tem por objetivo principal sistematizar a questão do aborto no Brasil. São abordados aspectos demográficos, econômicos, psicológicos, religiosos e sociais. Posteriormente faz-se uma revisão da literatura internacional e nacional. Também é analisado a questão religiosa e da legislação e os esforços para se descriminar o aborto no país. Conclui-se, procurando mostrar a necessidade da implantação de políticas que visem a descriminação/legalização do aborto.
- Palavras-chaveaborto, políticas, sistematização do aborto
- Autores:Carlos Augusto dos Santos
- Instituição:Universidade Federal de Minas Gerais
- Titulação:Mestrado
- Ano de publicação:1993
- Número de páginas:76
Outras teses e dissertações
Esta pesquisa com dirigentes sindicalistas, realizada no ano de 1998, busca analisar as relações de gênero em setores de esquerda do movimento sindical de Florianópolis vinculados à CUT: a Central Única dos Trabalhadores de Santa Catarina, (CUT/SC); o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Energia Elétrica de Florianópolis, (SINERGIA) e a Escola Sul da CUT. Trata-se de entidades que têm discutido, debatido e implementado propostas relativas ao gênero ao que eu denominei nesta pesquisa como sendo as "questões políticas de gênero", ou seja, as discussões como leis sobre o aborto e "união civil", assédio sexual, violência e as políticas de "empoderamento" das mulheres, particularmente, a política de "quotas". Além dessas questões também foram considerados os processos de construção social das diferentes masculinidades. Para tanto foram utilizados recursos da abordagem etnográfica (observação participante e entrevistas), com as quais buscou-se reconstruir as trajetórias (individuais e nos movimentos sociais) desses dirigentes.
- Universidade Federal de Santa Catarina
- Mestrado
- 1999
A participação masculina na saúde reprodutiva tem se constituído em objeto de estudo a medida que se vêm consolidando as noções de direitos sexuais e reprodutivos. O objetivo do trabalho é analisar a perspectiva masculina acerca da anticoncepção, do aborto provocado e do uso de métodos contraceptivos, entre homens que viviam em união legal ou consensual. Trata-se de um estudo descritivo, analisando dados secundários. O tamanho amostral foi calculado em 310 homens vivendo em união, mas, dada a disponibilidade dos casos, analisaram-se as informações de 361 homens. Utilizou-se o teste de qui-quadrado para avaliar as diferenças entre os grupos e a análise múltipla por regressão logística. Levando-se em conta as características da amostra, percebeu-se a possibilidade de concretizarem-se na sociedade brasileira mudanças importantes na perspectiva masculina quanto à contracepção e aborto. Para viabilizar tais mudanças, evidencio-se a necessidade de investir na educação de homens e mulheres, uma vez que esta apresentou-se como divisor de águas no equilíbrio das relações de gênero.
- Universidade de São Paulo
- Mestrado
- 2000
A dissertação trata da experiência masculina do aborto.
- Universidade Federal de Minas Gerais
- Mestrado
- 1993
-
- Universidade Federal de Minas Gerais
- Mestrado
- 1988
O presente trabalho teve como principal objetivo investigar a invenção, a composição e o exercício das diferentes formas de masculinidades fomentadas durante a conquista das capitanias do Norte da América portuguesa, em finais do século XVI e início do XVII. A partir dos registros das experiências de alguns dos conquistadores pudemos desvelar relações de gênero plurais pelas capitanias de Pernambuco, Rio Grande, Piauí e Paraíba, com especial atenção para o Siará, as quais, em uma dinâmica singular, reforçaram e também questionaram o modelo ideal apregoado pelo Monarca e seus ministros. Nesse sentido, trabalhamos com diferentes formas de subjetividades, sensibilidades, apropriações, invenções e outros aspectos criativos dos sujeitos expressos em seus modos de pensar e agir. Para tanto, nos utilizamos de ampla e variada documentação, tais como registros oficiais (cartas e decretos régios, autos, regimentos, devassas, certidões, chancelarias, requerimentos, mandados, despachos, petições), livros de crônicas de viajantes e de combatentes, registros inquisitoriais, corpus de leis, periódicos, dicionários da época, entre outros.
Este é um trabalho dedicado a pesquisar as representações entre o HIV/Aids em mulheres das camadas populares urbanas brasileiras, as mais atingidas pela via sexual de transmissão da infecção, cruzando suas vivências dessa questão com as estratégias de prevenção propostas pelo Programa Nacional de DST/Aids, do Ministério da Saúde.
- Universidade Federal do Rio de Janeiro
- Doutorado
- 1998
Este trabalho tem o abuso sexual numa perspectiva de gênero, como objeto de pesquisa. O objetivo foi o de analisar as relações de poder/gênero subjacentes ao processo de atribuição da responsabilidade às meninas, no fenômeno do abuso sexual. Quanto aos procedimentos metodológicos a pesquisa foi do tipo exploratória com abordagem de análise qualitativa. Os principais instrumentos da pesquisa foram: a) um criterioso levantamento bibliográfico, para o conhecimento da literatura especializada no que se refere ao fenômeno do abuso sexual que contemple a perspectiva de gênero; b) entrevistas não estruturadas com educadores e técnicos de dois programas de proteção à crianças e adolescentes cujos direitos encontram-se violados ou gravemente ameaçados, de Blumenau – SC, para a coleta de dados e informações. O universo da pesquisa constituiu-se de 27 profissionais que atuaram nestes programas em 2007. A amostra configurou-se de 15 educadores e técnicos que trabalham com vítimas de abuso sexual incestuoso, a pelo menos um ano. A metodologia empregada para a interpretação analítica das entrevistas foi a análise de conteúdo com recorte interpretativo em detrimento de análises estatísticas. Os resultados da pesquisa revelam, de forma bastante evidente, que nas relações de gênero na dinâmica da família abusiva, reproduzem-se relações de dominação e subordinação com uma freqüente naturalização da subordinação das mulheres. O abuso sexual, assim como outros tipos de violência sexual, é um ato de abuso de poder e não simplesmente um ato sexual. Mais do que a satisfação do desejo sexual, o abuso é um ato de violência e desejo de dominação. As relações de gênero desenvolvidas nas famílias abusivas contribuem para a (re)vitimização de meninas que sofrem abuso sexual, através de sua responsabilização, ou seja, o sistema de garantia dos direitos da criança e do adolescente não é capaz de proteger as meninas vítimas de abuso sexual, da imputação de responsabilidade pelo abuso sofrido. A pesquisa revela ainda a freqüente responsabilização das mães/madrastas pela violência sexual praticada, independente do seu grau de envolvimento, ensejando a culpabilização da figura feminina. É preciso reconhecer nas mulheres e meninas vítimas de quaisquer formas de violência e, dentre elas, as mães das vítimas de abuso sexual incestuoso, o desempenho de um papel que lhes é imputado pelo contexto das condições concretas de existência de que dispõem e da rede de apoio com a qual podem contar. Por fim, concluímos que ao reconhecer a responsabilização da menina pelo abuso sexual sofrido como uma violência de gênero, decorrente da naturalização da subordinação da mulher na dinâmica familiar, se poderá fundamentar a elaboração de intervenções que ensejem o seu enfrentamento de forma articulada e exitosa.
Levando em consideração o fato de que Santa Catarina é um dos estados brasileiros onde não há nenhum grupo feminista autônomo (o último se extinguiu em 1983) e, ao mesmo tempo, apresenta uma organização partidária de mulheres relativamente forte e estruturada, ou seja, o Movimento de Mulheres do PMDB (PMDB-Mulher), este trabalho tem como objetivo analisar a forma como se dão as relações de gênero no interior do Partido e, especificamente, qual a dinâmica interna desse grupo partidário de mulheres. A dissertação é composta de quatro capítulos. No primeiro, coloca-se o debate teórico sobre a questão da participação política feminina, explicitando, por um lado, as abordagens tradicionais dentro das Ciências Sociais; por outro lado, a inclusão do Gênero como categoria de analise, com os novos aportes desenvolvidos a partir de perspectivas feministas, dos anos 60 em diante. O segundo capítulo tenta resgatar o histórico de todos os movimentos de mulheres de Santa Catarina, autônomos ou não, contextualizando-os na realidade socio-política e econômica do Estado e com referência ao movimento de mulheres a nível nacional. No terceiro e quatro capítulos, aborda-se a formação e o desenvolvimento do Movimento de Mulheres do PMDB/SC, sendo que o terceiro se refere à fase inicial, de 1982 a 1984, enquanto o quarto corresponde ao período que vai da formação do Núcleo de Florianópolis, em 1984, ate o presente.
- Universidade Federal de Santa Catarina
- Mestrado
Personagens mitológicas são referências recorrentes na escrita de Margaret Atwood e aparecem, frequentemente, de maneira revisitada, questionando o cânone, a própria mitologia clássica e atuando como metáforas complexas da sociedade atual. Este estudo analisa a recorrência de três dessas figuras mitológicas sob o prisma da crítica literária feminista numa seleção de poemas de Margaret Atwood intitulado Morning in the Burned House (1995). A análise busca verificar se e como elas podem ser entendidas como uma paródia autoreflexiva sobre a condição paradoxical da mulher na sociedade ocidental contemporânea.
