
Agosto Lilás
Mês da consciência contra a violência doméstica
No dia 7 de agosto deste ano, a Lei Maria da Penha completou 14 anos da sua sanção. Para marcar a data e a sua importância, o “Agosto Lilás”, uma campanha de caráter nacional, tem o objetivo urgente de conscientizar a sociedade em geral a respeito do combate à violência doméstica e familiar contra a mulher.

A campanha se faz ainda mais necessária neste ano, uma vez que os indicadores nacionais da violência doméstica contra a mulher aumentaram em função das condições de isolamento social impostas pela atual pandemia. Segundo o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, no mês de abril deste ano, o número de denúncias pelo Disque 180 cresceu em 35% comparado com abril do ano passado. Houve, também, um aumento de 22% nos casos registrados de feminicídios nos meses de março e abril, conforme estudo do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
Apesar do aumento nos registros das denúncias, parte significativa dos casos de violência contra a mulher, especialmente neste momento de pandemia, ficam de fora das estatísticas devido à dificuldade da vítima em denunciar as diversas agressões que sofre, muitas vezes por estar isolada na mesma casa que seu agressor. Dessa forma, o IEG reforça e reafirma o seu compromisso na luta em combate a violência doméstica e familiar contra a mulher, além do incentivo à denúncia e à procura por acolhimento à vítima. Lembrem-se: em briga de marido e mulher, se mete a colher!
Nesse sentido, IEG promove, juntamente com a Bancada Feminina da ALESC e outras instituições, três debates, voltados para uma reflexão pública sobre a implementação da Lei que criou o Observatório da Violência contra a Mulher. Todas as atividades serão transmitidas no Canal do IEG no YouTube, das 10h às 12h.
A primeira será no dia 13/08 - "Construindo o Observatório da Violência contra a Mulher de SC", com Cecília Sardenberg (professora da UFBA, antropóloga e pesquisadora). Nos dias 20/08 e 27/08 teremos convidados para falar sobre Modelos de Observatório da Violência, em funcionamento em outras regiões do país. Contamos com sua participação!









