
Nova representação e homenagem do COMDIM ao IEG
Confira relato da nova representante!
Neste ano, o Conselho Municipal dos Direitos das Mulheres (COMDIM) completa 16 anos. Em razão disso, no dia 15 de maio, em conjunto com a posse das novas conselheiras representantes da sociedade civil e dos órgãos governamentais que integram a Gestão 2024/2026, houve uma celebração especial com homenagem a 16 mulheres que fizeram a diferença na defesa dos direitos e no combate à desigualdade de gênero em Florianópolis.
Dentre as homenageadas está a professora Vera Gasparetto, que representou o Instituto de Estudos de Gênero (IEG/UFSC). Ela conta que foi muito especial receber a “mulheragem” (uma brincadeira com as palavras “mulher” e “homenagem”) do COMDIM, em reconhecimento ao trabalho realizado na formulação do II Plano Municipal de Política para as Mulheres. A professora também agradece as representantes do IEG na nova gestão do COMDIM, Alana e Matilde.
Confira o relato de Alana:
“Olha, primeiro eu tenho que dizer que fiquei muito feliz quando a professora Teresa Kleba e a Matilde Quiroga (que era titular da vaga, agora é minha suplente) vieram com a proposta de minha indicação para a vaga. Foi uma grata surpresa, acredito que qualquer pesquisadora do instituto ficaria muito feliz em representar o IEG em qualquer circunstância. Eu vi como uma forma de reconhecimento de meu engajamento com o núcleo de que faço parte, o NIGS, e com o próprio IEG. Senti como se tivesse recebido uma "é isso aí, você está no caminho certo", tanto pelo meu posicionamento enquanto pesquisadora, quanto político.
Mas, ao mesmo tempo, não posso negar que fiquei preocupada em não estar à altura do próprio instituto. O IEG tem reconhecimento internacional por sua história, e estar a frente de qualquer público e dizer que estou ali para representar a instituição traz um peso muito grande. É uma responsabilidade muito grande, porque eu sei que não estou ali para representar somente ideias individuais minhas, mas todo um coletivo que se formou a anos atrás, um coletivo que se formou de vários núcleos e grupos que também tem suas histórias. Colocar toda essa dimensão do que é o IEG, ter tudo isso em perspectiva me deixa ansiosa. Mas não é uma ansiedade ruim, é aquela ansiedade gostosa, de querer trabalhar e, realmente, poder atuar de forma que as coisas mudem para melhor.
E te dizer que lá no momento da posse, enquanto todas nós estávamos esperando a cerimônia começar, e na pausa para o café, toda a importância e reconhecimento que o IEG tem naquele espaço político veio à tona. As outras conselheiras e as homenageadas do dia reconheciam o trabalho incrível que o IEG já fez e tem feito politicamente. Ao me apresentar como a nova titular do IEG, as outras conselheiras falavam de outras mulheres que estiveram na mesma posição que eu estava tomando posse e de como o trabalho delas foi importante para que o COMDIM tivesse mais impacto social e político no nosso município, acho que todas que conversaram comigo falaram da professora Teresa e professora Vera. Só que eu confesso que eu sentia muito orgulho quando elas falavam do trabalho passado, porque de uma forma ou de outra, todas nós que fazemos parte do IEG, desde quem está como Iniciação Científica do Ensino Médio, passando pelas estudantes da graduação e chegando até as pós-doutorandas e professoras, todas nós fazemos parte disso, sabe? E eu fiquei orgulhosa de fazer parte de uma instituição que, de fato, atuou, mudou e trouxe benefícios para as mulheres da cidade.
Eu e a Matilde (minha suplente) a gente conversou bastante sobre as nossas expectativas e, principalmente, os desafios que a gente pode encontrar pela frente. Penso que o principal desafio, que na cerimônia eu vi que já está sendo enfrentado, é levar a pluralidade de mulheres para aquele espaço. Para o conselho conseguir cumprir com o seu papel, ele tem que abarcar a pluralidade e diversidade de formas de existência e vivência de mulheres, entende? E falo isso pensando nas múltiplas possibilidades...
Enquanto mulher negra, eu não posso deixar de questionar sobre quais entidades estão naquele espaço, quais deveriam estar e não estão. Além da própria pluralidade de conselheiras mesmo, quem são as outras mulheres que estão como representantes. Creio que isso também traz um peso a mais para o que significa para mim estar lá."
O IEG fica muito feliz em ter Alana como nova representante e já tem muito orgulho do trabalho que ela vai fazer!









