
ROSA, UMA VIDA COR DE LUTA
Símbolo para o movimento feminista, hoje seria o aniversário de Rosa Luxemburgo, vem conhecer um pouco da sua trajetória!
Rosa Luxemburgo nasceu em 5 de março de 1871 na Polônia é considerada um ícone para mulheres devido às suas contribuições práticas e teóricas para a luta revolucionária da classe trabalhadora mundial. Durante sua juventude, participou das lutas estudantis contra o regime repressivo, se engajando em movimentos contestatórios e revolucionários contra a opressão e pelo socialismo. Aos 19 anos, após uma greve geral, Rosa fugiu da perseguição política e refugiou-se na Suíça, onde ingressou na Universidade de Ciências Aplicadas e estudou Direito e Ciência Política. A elaboração teórica de Rosa Luxemburgo concentra-se na crítica ao modo de produção capitalista e suas contradições, discorrendo sobre como o capitalismo gera, necessariamente, a desigualdade entre classes, indivíduos e países. O capitalismo como modelo de produção racista e sexista, perpetua-se, com a finalidade de acumular indefinidamente, destruindo vínculos sociais e a natureza, e sustentando-se pela exploração dos trabalhadores.
Lançada em 2019 pela primeira vez em português, a biografia de Rosa Luxemburgo, escrita por Paul Frölich, foi publicada inicialmente em 1939, e discorre sobre suas contribuições além de apresentar aspectos pessoais. Para a historiadora Diana Assunção, autora do prólogo, o livro “Rosa Luxemburgo: pensamento e ação”, expõe sua visão, sua ação concreta, construindo organizações revolucionárias, lutas políticas, combates concretos, participação em processos revolucionários. Diana comenta:
“Simplesmente nada a impediu de lutar pela revolução. Ela enfrentou todos os obstáculos sendo mulher, sendo imigrante, sendo judia. O livro retrata os dramas pessoais que sofreu, tendo problemas e crises de relacionamento inclusive com companheiros do partido, como Leo Jogiches, que foi o grande amor de sua vida e uma personalidade muito forte na composição do caráter da própria Rosa Luxemburgo”.
Participou ativamente do espaço público como dirigente política em um ambiente dominado por homens, contribuiu na luta ao direito ao voto na Alemanha e acreditava que o capitalismo precisa da desigualdade entre mulheres e homens para a sua reprodução. Foi uma intelectual, professora, militante, combatente, jornalista e é lembrada mundialmente por seu papel revolucionário e suas contribuições para a luta da classe operária. Rosa tornou-se então, um símbolo do movimento feminista.
“Por um mundo onde sejamos socialmente iguais, humanamente diferentes e totalmente livres”.
Para saber mais sobre a vida e obra de Rosa Luxemburgo, acesse o Dossier 292: Rosa, uma vida cor de luta, clicando aqui e a matéria completa aqui!









