Emergência do gênero entre sindicalistas de esquerda
As questões de gênero no movimento sindical.
- Palavras-chavepolítica, gênero, empoderamento, movimento sindical, esquerda, florianópolis
- Autores:SARTORI, Ari José
- Instituição:Universidade Federal de Santa Catarina
- Titulação:Mestrado
- Ano de publicação:2020
- Número de páginas:277
Outras teses e dissertações
Como gênero interfere nas sucessões de grupos empresariais ligados a famílias? Analisando narrativas sobre grupos brasileiros afetados por conflitos sucessórios, Adriana Piscitelli responde a essa pergunta com o exame de questões centrais nas formulações antropológicas e feministas, e mostra como gênero marca noções sobre pessoa, sucesso empresarial, hereditariedade e tensões entre indivíduo, família e parentesco.
- Universidade Estadual de Campinas
- Doutorado
Esse trabalho busca compreender os significados da mudança que houve, se não nas prioridades de muitas instituições, ao menos no seu discurso em relação a gênero, esboçando um mapeamento do campo das ONGs que trabalham com projetos de gênero e desenvolvimento no Brasil. Procurei aqui investigar em que momento e sob que formas a categoria gênero passou a ser empregada por esse campo, e quais os significados e sentidos que essa noção ganha na perspectiva própria da ação política. Trata-se, então, de um estudo do uso político da categoria e suas implicações, feito através de dois momentos principais: um de definição das questões teóricas com que esse trabalho está dialogando e outro de observação do campo das ONGs e do material já produzido sobre e por ele.
- Universidade Estadual de Campinas
- Mestrado
Este trabalho objetiva compreender os usos da nomeação mulher trabalhadora rural como estratégia identitária de empoderamento e de obtenção de direitos pelas mulheres no Sertão Central de Pernambuco. É uma pesquisa de orientação etnográfica na qual se destaca, além das interações com as pessoas do lugar e das entrevistas, a análise de documentos de domínio público produzidos pelo Movimento de Mulheres Trabalhadoras Rurais do Sertão Central de Pernambuco. Este estudo se filia à produção do Núcleo de Estudos e de Pesquisa em Práticas Discursivas e Produção de Sentidos (PUC/SP) e alinha-se às investigações da Psicologia Social discursiva com ênfase no debate sobre práticas discursivas e posicionamento. Do ponto de vista teórico, foram consideradas ainda as reflexões feministas sobre categorias identitárias e processos de empoderamento. O argumento que norteia este estudo é de que ser mulher trabalhadora rural não é uma essência rígida e imutável ou tampouco algo intrínseco às mulheres que vivem e trabalham na área rural. Ser mulher trabalhadora rural é uma posição assumida a partir do lugar no qual a pessoa se situa. Entretanto, tanto a posição quanto o lugar são produtos sociais. A ênfase recai nos contextos interacionais e discursivos nos quais as mulheres se posicionam como trabalhadoras rurais. De forma ampla, é possível apontar que a nomeação mulher trabalhadora rural contribui para o empoderamento das mulheres e a obtenção de diversas ordens de direitos. Tal nomeação é imbricada com a ação coletiva das mulheres, sendo utilizada de diferentes maneiras e com objetivos diversos. Dependendo do contexto, ora elas se posicionam como mulheres, ora como trabalhadoras rurais, ora como moradoras da área rural do Sertão de Pernambuco. As mulheres transgridem os espaços socialmente delimitados para elas e desenvolvem novas posturas e interesses diante das suas vidas e do mundo a sua volta. Entretanto, apesar da consolidação de um vigoroso movimento de mulheres na região e das redes tecidas em âmbitos estadual, regional, nacional e internacional, em nível local, a família e a comunidade parecem resistir ao empoderamento das mulheres. A liberdade de ir e vir independentemente dos interesses familiares e o exercício da sexualidade fora da união conjugal não são conquistas plenamente consolidadas para todas as mulheres. Além disso, muitas mulheres não dispõem de documentos sobre o uso e a propriedade da terra, o que possivelmente indica pouco acesso e controle restrito das mulheres sobre os recursos materiais.
- Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
- Doutorado
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- Universidade Federal de Pernambuco
- Mestrado
Muitos estudos apontam índices crescentes de solicitação de reversão após a esterilização feminina o que pode indicar opção mal avaliada, possivelmente por falta de informação e de acesso a outros métodos. A legislação brasileira exige que os serviços de saúde que realizam a esterilização ofereçam atendimento multiprofissional, informação e acesso a todos os métodos contraceptivos. Observações anteriores da prática em um serviço estruturado conforme a legislação, indicavam que muito raramente as mulheres mudavam sua opção inicial. Objetivo. Buscou-se identificar representações sociais dos diversos métodos, existentes em um grupo destas mulheres, com a finalidade de entender os motivos de rejeição a eles. Além disso, foram pesquisadas a satisfação com a opção e as repercussões da esterilização sobre a vida dessas mulheres.
- Universidade de São Paulo
- Doutorado
Esta pesquisa com dirigentes sindicalistas, realizada no ano de 1998, busca analisar as relações de gênero em setores de esquerda do movimento sindical de Florianópolis vinculados à CUT: a Central Única dos Trabalhadores de Santa Catarina, (CUT/SC); o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Energia Elétrica de Florianópolis, (SINERGIA) e a Escola Sul da CUT. Trata-se de entidades que têm discutido, debatido e implementado propostas relativas ao gênero ao que eu denominei nesta pesquisa como sendo as "questões políticas de gênero", ou seja, as discussões como leis sobre o aborto e "união civil", assédio sexual, violência e as políticas de "empoderamento" das mulheres, particularmente, a política de "quotas". Além dessas questões também foram considerados os processos de construção social das diferentes masculinidades. Para tanto foram utilizados recursos da abordagem etnográfica (observação participante e entrevistas), com as quais buscou-se reconstruir as trajetórias (individuais e nos movimentos sociais) desses dirigentes.
- Universidade Federal de Santa Catarina
- Mestrado
Em nosso dia a dia a linguagem nos desafia e constitui, habilita e desabilita. Os Sistemas de Organização do Conhecimento (SOCs) dependem do mesmo processo de agência atribuído à linguagem, reverberando os mesmos preconceitos e marginalizações que a cultura cria. Estudos críticos sobre representação de gênero e conceitos subjacentes têm sido amplamente produzidos para destacar silêncios ou exclusões de certos discursos que fundamentam uma reflexão sobre os aspectos constituintes da Organização do Conhecimento Social e Crítico do Conhecimento (OSCC). O referencial teórico se fundamenta no conceito de dispositivo proposto por Foucault (1926-1984) e no caráter performativo da linguagem sugerido por Butler. Os objetivos específicos incluem: (i) explorar as contribuições de Butler e Foucault como uma abordagem capaz de perceber SOCs como dispositivos performativos; (ii) identificar elementos explicativos do SOCs que incluam as categorias de análise propostas; (iii) examinar as estratégias que norteiam a construção do SOCs; (iv) Intentar uma dimensão teórica que incorpore e atualize a reflexão teórica dos princípios para construção e atualização do SOCs. A estratégia metodológica aponta para uma triangulação de métodos: a primeira fase - método exploratório - apresenta uma abordagem teórica, uma seleção de termos nacionais e internacionais dentro do tema feminista. A segunda fase - método descritivoanalítico - oferece uma comparação dos termos recolhidos na primeira fase da investigação com as terminologias temáticas de Homosaurs; Library of Congress Subject Headings; Tesaurus de gênero: lenguaje con equidad; Tesauro de Mujeres e Tesauro para estudos de gênero e mulheres. Por fim, na terceira fase, apresenta-se uma análise comparativa entre os instrumentos de representação citados, além de perceber e apontar o viés reducionista com que os SOCs empreendem seu mainstream. A pesquisa aponta o processo de cristalização de discursos sexistas e racistas nos Sistemas de Organização do Conhecimento (SOCs), que não acompanham as mudanças socioculturais. Dessa forma, é preciso defender uma OSCC capaz de promover uma virada decolonial no campo da OC, destacando a importância de reconhecer as realidades interseccionais provenientes da articulação entre raça, gênero e classe.
- Universidade Federal de Minas Gerais
- Doutorado
Levando em consideração o fato de que Santa Catarina é um dos estados brasileiros onde não há nenhum grupo feminista autônomo (o último se extinguiu em 1983) e, ao mesmo tempo, apresenta uma organização partidária de mulheres relativamente forte e estruturada, ou seja, o Movimento de Mulheres do PMDB (PMDB-Mulher), este trabalho tem como objetivo analisar a forma como se dão as relações de gênero no interior do Partido e, especificamente, qual a dinâmica interna desse grupo partidário de mulheres. A dissertação é composta de quatro capítulos. No primeiro, coloca-se o debate teórico sobre a questão da participação política feminina, explicitando, por um lado, as abordagens tradicionais dentro das Ciências Sociais; por outro lado, a inclusão do Gênero como categoria de analise, com os novos aportes desenvolvidos a partir de perspectivas feministas, dos anos 60 em diante. O segundo capítulo tenta resgatar o histórico de todos os movimentos de mulheres de Santa Catarina, autônomos ou não, contextualizando-os na realidade socio-política e econômica do Estado e com referência ao movimento de mulheres a nível nacional. No terceiro e quatro capítulos, aborda-se a formação e o desenvolvimento do Movimento de Mulheres do PMDB/SC, sendo que o terceiro se refere à fase inicial, de 1982 a 1984, enquanto o quarto corresponde ao período que vai da formação do Núcleo de Florianópolis, em 1984, ate o presente.
- Universidade Federal de Santa Catarina
- Mestrado
Esta investigación se ocupa de las relaciones sociales de poder y su impacto en la subjetividad de las mujeres. El concepto de poder fue discutido desde la filosofía política de Foucault, en la que el poder es siempre relacional, y la subjetividad desde el psicoanálisis, más precisamente desde la corriente de Deleuze y Guattari quienes consideran que la subjetividad está en un permanente proceso de estructuración y reestructuración. Las categorías através de las cuales se abordó el estudio de la subjetividad fueron: deseo, identificación, narcisismo, superyo. Desde los estudios feministas, y con los aportes de la teoría del género, arribamos al concepto de empoderamiento, entendido como el ejercicio de un poder autónomo, para el propio desarrollo del sujeto, sin detrimento alguno para los demás. Para comprender el interjuego entre la subjetividad femenina y las pautas de dominación social en una cultura patriarcal como la del México metropolitano moderno, se utilizó un modelo operativo denominado Modo de Organización Social. Se tomaron particularmente en cuenta los imaginarios sociales y cuatro instituciones intermedias: familia, escuela, trabajo y medios. Para mostrar el funcionamiento del modelo de análisis propuesto, se describen seis estudios de caso, en los que se analizan los cambios psicosociales llevados a cabo por las mujeres de dicha casuística, cinco de las cuales logran empoderarse. Para lograr dichas conductas empoderadas se analizó la relación de las sujetos con el dinero, obtenido por herencia y por trabajo remunerado, y con el estudio.
- Universidad Nacional Autónoma de México
- Doutorado
