CEDOC
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Aula do Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas/UFSC com a temática "A produção de conhecimentos e saberes feministas em África: o caso de Cabo Verde", ministrada pela Professora Ângela Benoliel Coutinho.
- Universidade Federal de Santa Catarina

A luta dos movimentos LGBTIAP+ por espaço e reconhecimento vem de longa data, por outro lado, algumas visibilidades acabam por criar uma ilusão de destaque, que não está de acordo com avanços em direitos para essas populações. Esses paradoxos e inquietações, apropriação do capitalismo das nossas lutas e o modo como se dão as representatividade nas marcas de moda são os principais objetos de discussão da mesa “A diversidade está na moda?”. Partindo de seus trabalhos teóricos e práticos, convidamos Vicenta Perrota, Ariel Nobre e Heloísa Santos para pensar as consequências e estratégias para burlar as práticas hegemônicas coloniais e cisheteronormativas que incidem sobre os corpos de grupos dissidentes.
- Universidade Federal de Santa Catarina

A moda hegemônica pode servir como uma tecnologia de reprodução dos gêneros e sexualidades dominantes, mas, historicamente, roupas, acessórios e estéticas corporais também foram (e são) usadas para subverter essa norma. Pessoas LGBT+s, especialmente não brancas, reviram a moda há séculos, criando outras possibilidades de expressão e construção de si, para fora do padrão de existência branco cisheteronormativo. Na dissidência estética, reside potência criativa e de vida. Com isso em mente, convidamos para conversar sobre a importância da moda e construções estético-corporais de pessoas LGBT+, junto com suas intersecções, Caroline Ricca Lee, Jamine Miranda (Preta Caminhão), e Xãtana Xãtara.
- Universidade Federal de Santa Catarina
Em nosso dia a dia a linguagem nos desafia e constitui, habilita e desabilita. Os Sistemas de Organização do Conhecimento (SOCs) dependem do mesmo processo de agência atribuído à linguagem, reverberando os mesmos preconceitos e marginalizações que a cultura cria. Estudos críticos sobre representação de gênero e conceitos subjacentes têm sido amplamente produzidos para destacar silêncios ou exclusões de certos discursos que fundamentam uma reflexão sobre os aspectos constituintes da Organização do Conhecimento Social e Crítico do Conhecimento (OSCC). O referencial teórico se fundamenta no conceito de dispositivo proposto por Foucault (1926-1984) e no caráter performativo da linguagem sugerido por Butler. Os objetivos específicos incluem: (i) explorar as contribuições de Butler e Foucault como uma abordagem capaz de perceber SOCs como dispositivos performativos; (ii) identificar elementos explicativos do SOCs que incluam as categorias de análise propostas; (iii) examinar as estratégias que norteiam a construção do SOCs; (iv) Intentar uma dimensão teórica que incorpore e atualize a reflexão teórica dos princípios para construção e atualização do SOCs. A estratégia metodológica aponta para uma triangulação de métodos: a primeira fase - método exploratório - apresenta uma abordagem teórica, uma seleção de termos nacionais e internacionais dentro do tema feminista. A segunda fase - método descritivoanalítico - oferece uma comparação dos termos recolhidos na primeira fase da investigação com as terminologias temáticas de Homosaurs; Library of Congress Subject Headings; Tesaurus de gênero: lenguaje con equidad; Tesauro de Mujeres e Tesauro para estudos de gênero e mulheres. Por fim, na terceira fase, apresenta-se uma análise comparativa entre os instrumentos de representação citados, além de perceber e apontar o viés reducionista com que os SOCs empreendem seu mainstream. A pesquisa aponta o processo de cristalização de discursos sexistas e racistas nos Sistemas de Organização do Conhecimento (SOCs), que não acompanham as mudanças socioculturais. Dessa forma, é preciso defender uma OSCC capaz de promover uma virada decolonial no campo da OC, destacando a importância de reconhecer as realidades interseccionais provenientes da articulação entre raça, gênero e classe.
- Universidade Federal de Minas Gerais
- Doutorado
A participação masculina na saúde reprodutiva tem se constituído em objeto de estudo a medida que se vêm consolidando as noções de direitos sexuais e reprodutivos. O objetivo do trabalho é analisar a perspectiva masculina acerca da anticoncepção, do aborto provocado e do uso de métodos contraceptivos, entre homens que viviam em união legal ou consensual. Trata-se de um estudo descritivo, analisando dados secundários. O tamanho amostral foi calculado em 310 homens vivendo em união, mas, dada a disponibilidade dos casos, analisaram-se as informações de 361 homens. Utilizou-se o teste de qui-quadrado para avaliar as diferenças entre os grupos e a análise múltipla por regressão logística. Levando-se em conta as características da amostra, percebeu-se a possibilidade de concretizarem-se na sociedade brasileira mudanças importantes na perspectiva masculina quanto à contracepção e aborto. Para viabilizar tais mudanças, evidencio-se a necessidade de investir na educação de homens e mulheres, uma vez que esta apresentou-se como divisor de águas no equilíbrio das relações de gênero.
- Universidade de São Paulo
- Mestrado
- 2000
