Instituto de Estudos de Gênero

CEDOC

O Centro de Documentação reúne um conjunto de materiais digitais e físicos do campo dos estudos de gênero, feminismos e sexualidades. Destacamos o Acervo Tito Sena, livros editados pelo IEG, a coleção Revista Estudos Feministas, entre outras.

Tese
Eis as questões: o tempo, o narrador e o ponto de vista

Embora o conto e o romance não se prestem apenas ao papel de veículos portadores de histórias, a sua natureza narrativa, ao contrário do que pregam correntes alinhadas a movimentos como o Nouveau Roman, é intrínseca, inevitável e fundamental. O objetivo deste trabalho é analisar em detalhes dois dos inúmeros componentes textuais que, se bem manipulados, colaboram de forma decisiva para a construção das mais diversas modalidades de narrativas: o Ponto de Vista e o Tempo. Os pressupostos teóricos contemplam linhas de pesquisa que se concentram efetivamente na materialidade do texto e no seu funcionamento interno, e vai dos formalistas russos aos estruturalistas franceses, ingleses e norte-americanos. Os resultados das análises das teorias, sempre que possível exemplificadas por peças narrativas de diversas procedências e dimensões, apontam para a reafirmação do aspecto primordial de qualquer narrativa — contar uma história — a partir da correta gestão dos elementos estruturais que a constituem.

Livro
Atendimento a homens autores de violência contra as mulheres: experiências latino americanas
  • Português
  • BEIRAS, Adriano, CLIMACO, Danilo de Assis, LAGO, Mara Coelho de Souza e TONELI, Maria Juracy Figueiras
Artigo
A exclusão começa cedo
  • Estudos Feministas, vol. 5, n.2
Tese
Mulheres, feminismo e Igreja Católica no Cone Sul: algumas relações (1970-1988)

Esta dissertação enfoca as relações entre feminismos e Igreja Católica em três países do Cone Sul: Argentina, Brasil e Chile. As fontes privilegiadas para observar essas proximidades e afastamentos são periódicos editados por grupos feministas. Eles também delimitam o recorte temporal da pesquisa entre 1970 e 1988. Neste momento, os três países analisados passaram por ditaduras militares, seguidas de períodos de transição à democracia. Estas duas conjunturas sociais e políticas influenciariam as relações aqui observadas, paralelamente ao importante movimento de renovação teológica pelo qual passaram diversos grupos que formavam a Igreja e sua hierarquia. Tais mudanças não foram bem recebidas por todos, mas exerceram influencia direta sobre a dinâmica da Igreja Católica na América Latina, ficando o movimento conhecido como Teologia da Libertação. Tão múltiplos quanto as posturas no interior da Igreja eram os diversos grupos feministas que emergiram nesta região, onde o feminismo de Segunda Onda começava a se estabelecer, em meio aos cenários ditatoriais. Muitas das possibilidades destes grupos foram podadas pela conjuntura, sendo retomadas depois, nas redemocratizações. Além da igualdade de gênero, uma marca histórica na constituição destes grupos brasileiros, argentinos e chilenos foi a luta pela democracia. Assim, setores da Igreja e feminismos iriam se relacionar, tanto coincidindo em atividades como disputando espaços de poder em embates diretos. O uso da comparação nos permite perceber como e porquê estas relações foram de semelhança ou de diferença nos países analisados, bem como a influência da conjuntura política neste processo.

Volume
N. 2
  • Conhecimento & Diversidade

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