CEDOC
O Centro de Documentação reúne um conjunto de materiais digitais e físicos do campo dos estudos de gênero, feminismos e sexualidades. Destacamos o Acervo Tito Sena, livros editados pelo IEG, a coleção Revista Estudos Feministas, entre outras.
Esta dissertação, que passa por um exercício de memória individual, objetiva, em um primeiro momento, uma retomada à obra e ao papel histórico de Monteiro Lobato no que se refere à modernização da prática editorial brasileira e à luta pela conquista de leitores infantis, já no imcio do século XX. Em um segundo momento, objetivou-se ler uma literatura de Monteiro Lobato para o século XXI; acompanhada da mais alta tecnologia, a Rede Globo de Televisão trouxe, mais uma vez, a obra do autor para o imaginário dos brasileiros. Trata-se especialmente da adaptação de No Reino da Águas Claras para a qual, como em versões anteriores, houve o cuidado de “alterar” pela tecnologia, mas resguardar a essência das histórias originais. Esta versão, como toda a obra de Monteiro Lobato, integra-se também em uma dinâmica pedagógica, motivando as crianças telespectadoras (ou os adultos) a interagirem cotidianamente com a obra, recurso moderno e eficiente para a criação e a manutenção de um leitor cativo.
Neste trabalho, tenho como objetivo discorrer sobre o impacto das transformações nas relações de gênero, promovidas nos anos 1960, na incorporação da linguagem Pop pelo design de produtos feito no Brasil entre o final da década de 1960 e meados dos anos 1970. Para tanto, recorri às representações de interiores domésticos veiculadas pela revista Casa & Jardim como fontes de pesquisa. A abordagem conceitual escolhida para estudar as revistas de decoração tem como fundamento a sua caracterização como mídias de estilo de vida. Operando como intermediárias culturais, as mídias de estilo de vida produzem, divulgam e legitimam formas particulares de conhecimentos, valores e comportamentos, oferecendo ao público leitor pontos de apego para a constituição de identidades de classe, gênero e geração. De um modo geral, as representações de artefatos e ambientes Pop em Casa & Jardim sugerem alternativas de domesticidade voltadas para as classes médias, identificadas com a cultura jovem. Como parte constitutiva da revolução comportamental desencadeada nos anos 1960 em escala internacional, o design Pop foi um dos meios utilizados pela juventude da época para expressar seus anseios por mudanças nas regras hegemônicas que organizavam a vida social. Devido à sua ligação com as posturas iconoclastas experimentadas pelas/os jovens naquele momento, quero argumentar que a domesticidade Pop foi tanto informada quanto teve impacto nas modificações ocorridas nas relações de gênero vigentes. Ao propor o uso do corpo de maneira descontraída e relaxada, os móveis e ambientes Pop deram sustentação para a ampliação dos limites referentes aos padrões do comportamento feminino, classificados como aceitáveis até então.
Esta dissertação apresenta uma leitura a partir do viés dos estudos culturais de O guardaroupa alemão, um romance de Lausimar Laus (1916-1979), publicado em 1970. Nesse romance, a autora reconstitui parte da história da cidade de Blumenau, colonizada por imigrantes alemães, valorizando os conflitos culturais e identitários pertinentes aos deslocamentos espacial e cultural dessa população. A leitura, a qual esse trabalho se propõe, parte de uma relação entre três pontos de análise: a contextualização histórica, política e social do evento migratório germânico para a região de Blumenau, as questões culturais referentes à identidade e ao espaço de formação de culturas híbridas e, por fim, o cruzamento das categorias de gênero e experiência na constituição da subjetividade. Esses três momentos de análise buscam interpretar O guarda-roupa alemão enquanto uma representação simbólica marcada por diferenças culturais.
Há um espaço na rede virtual representado pelos que buscam uma interlocução nas salas de bate-papos da faixa etária de 50 anos e mais. Num estudo exploratório, que ora iniciamos, interagimos com os demais componentes da sala. Parte significativa dos que a freqüentam regularmente estão nas faixas entre 20 e 40 anos e buscam contatos com gerações mais velhas. Detectamos, entre pessoas da mesma geração, uma interação compatível com a faixa etária da sala e de intercâmbio intergeracional, que ora expressa uma relação amistosa e ora revela os preconceitos que marcam o envelhecimento, principalmente por parte dos jovens. Pressupomos ser a sala de bate-papo virtual dos 50 anos e mais um espaço de sociabilidade inter e intra gerações. A partir desta realidade, pretendemos, neste artigo, levantar algumas considerações sobre a relatividade da representação da velhice, a reatualização de determinadas imagens de velhos e velhas, que dizem respeito à sexualidade e ao corpo, e examinar este ambiente como um espaço de sociabilidade inter e intra geracional.
- Cadernos Pagu, Gênero em gerações, v.13
León, Adriano de. O CAC faz você dançar: Uma etnocartografia das performances masculinas no bairro do Rangel em João Pessoa-PB. João Pessoa: Marca de Fantasia, 2014.
- Português
- Adriano de León


