CEDOC
O Centro de Documentação reúne um conjunto de materiais digitais e físicos do campo dos estudos de gênero, feminismos e sexualidades. Destacamos o Acervo Tito Sena, livros editados pelo IEG, a coleção Revista Estudos Feministas, entre outras.
A reflexão e o debate sobre os aspectos humanos relacionados ao serviço sexual revela a vulnerabilidade dos setores mais desfavorecidos da sociedade. A discriminação e o estigma são elementos de conflito para o desenvolvimento de estratégias organizativas e em alguns casos causa de depressão, enfermidades psicossomáticas, baixa autoestima, e aliciamento por parte destes seguimentos. Com isto, surge a necessidade de fortalecer o suporte social das mulheres migrantes trabalhadoras sexuais e a implementação de programas que promovem a sua autogestão. Este estudo mostra um progressivo poder das trabalhadoras sexuais migrantes que se preparam para um movimento associativo.
- Caderno Espaço Feminino, v.14 n.17
Falar do longo processo de mobilização nacional pela reforma do código da família no Marrocos exige que se preste homenagem aos primeiros militantes, homens e mulheres, pela emancipação das mulheres. Desde os anos quarenta, esses pioneiros colocavam entre suas reivindicações a abolição da poligamia, o estabelecimento do divórcio judiciário e os direitos iguais para as mulheres no interior da família. Os líderes do movimento de reforma Salafiya no Marrocos, entre eles Allal el-Fassi, estiveram entre seus inspiradores. De fato, a evolução da condição das mulheres marroquinas no início do século XX deu-se sob a dupla influência, por um lado, das novas condições sócio-econômicas e culturais resultantes da colonização e, por outro lado, através das idéias-chaves do reformismo muçulmano (Salafiya), difundidas pelos movimentos nacionalistas nas quais se inspiravam. Este ensaio é um convite para que se conheça a contribuição desta corrente e, em particular, a contribuição de seu líder, Allal el-Fassi, à evolução da sociedade marroquina moderna e à ascensão das mulheres marroquinas durante a primeira metade do século XX.
- Cadernos Pagu, Mudanças, v.30
Este estudo foi elaborado com a intenção de se apresentar uma análise de conteúdo referente aos assuntos abordados no Jornal Fêmea, produzido mensalmente pelo CFEMEA. Para fins metodológicos, decidiu-se delimitar as avaliações e reflexões, fazer uma releitura especial das edições publicadas entre 1992 e 2002, analisando-se uma década de produção.Verificou-se de que maneira o Jornal Fêmea aborda temas de interesse dos movimentos de mulheres e feministas, em seus diferentes tipos de textos: editoriais, reportagens, artigos, entrevistas e notas. A intenção foi comparar o que mudou, em relação às pautas escolhidas, ao longo destes 10 anos. Em pleno século 21, quais são as reivindicações dos movimentos de mulheres e feministas? Ou melhor, o que já se alcançou em relação aos principais anseios e necessidades nos idos dos anos 90? Quais são os atuais desafios, tão importantes, a ponto de merecer espaço nos instrumentos de comunicação? Em linhas gerais, é possível afirmar que ao mesmo tempo em que novas pautas surgiram nos últimos anos - como a questão orçamentária - assuntos antigos continuam sendo temas para debates, mobilizações e repercussões em pequenos e grandes veículos de comunicação. Isso porque, neste início de século XXI além de lutar pela ampliação dos direitos das mulheres, é necessário garantir a manutenção dos já existentes. Estes estão ameaçados por fatores como o fortalecimento de teorias fundamentalistas, flexibilização das leis trabalhistas, etc. Enfim, pressões típicas de um mundo predominantemente globalizado e capitalista.
- Estudos Feministas, vol. 12, n.especial
Na realização das tarefas de cuidado e manutenção das famílias de camadas médias no Brasil – desempenhada, na esmagadora maioria das vezes, por mulheres pobres, fora da parentela dos empregadores – assim como nas formas de remuneração e de relacionamento que se desenvolvem entre patrões e empregadas domésticas, reproduz-se um sistema altamente estratificado de gênero, classe e cor. A manutenção desse sistema hierárquico que o serviço doméstico desvela tem sido reforçada, em particular, por uma ambigüidade afetiva entre os empregadores – sobretudo as mulheres e as crianças – e as trabalhadoras domésticas. Ao analisar exemplos tirados de uma pesquisa etnográfica em Vitória(Espírito Santo), comentaremos como essa ambigüidade se revela como instrumento fundamental de uma didática da distância social.
- Cadernos Pagu, Repensando relações familiares, v.29
- Estudos Feministas, vol. 14, n.3





