CEDOC
O Centro de Documentação reúne um conjunto de materiais digitais e físicos do campo dos estudos de gênero, feminismos e sexualidades. Destacamos o Acervo Tito Sena, livros editados pelo IEG, a coleção Revista Estudos Feministas, entre outras.
Esta pesquisa propõe-se a investigar as concepções de adolescência, sexualidade e gênero veiculadas pela revista Capricho nas últimas cinco décadas, visando retratar as possíveis mudanças que ocorreram neste veículo e na sociedade em geral com relação à adolescência, às questões de gênero e à sexualidade feminina. Tal intuito foi alcançado através da análise de uma amostra, selecionada aleatoriamente, da revista em questão. Foram examinadas edições desde a criação da Capricho, em 1952, até o ano de 2003. Especial atenção foi dispensada à seção destinada às perguntas enviadas pelas leitoras à revista Capricho, principalmente as relacionadas à sexualidade. O exame do material em questão possibilitou uma contextualização, bem como a reflexão acerca da construção da adolescência, das imagens das mulheres e da sexualidade no decorrer dos últimos cinqüenta anos. Proporcionou, outrossim, constatar que muitas mudanças ocorreram, mas que, em alguns casos, o mesmo discurso sobrevive sob nova roupagem. Da mesma forma, favoreceu a discussão sobre a mídia como produtora e produto de idéias e valores na sociedade contemporânea, dando-se destaque à imprensa feminina.
O texto analisa as construções de gênero na criação dos cursos profissionalizantes do ensino médio e cursos do ensino superior na região agrícola, entendendo que essas construções fizeram parte dos processos políticos de modernização do espaço urbano e do espaço rural.
- Caderno Espaço Feminino, v.18 n.2
Esta tese é uma etnografia de homens de identidade pública heterossexual atestada pelo casamento que, durante viagens a trabalho, buscam novas interações sexuais, diferentes de suas práticas cotidianas, a partir de sociabilidades homoeróticas que são encontradas no ciberespaço, por intermédio dos chats. Trata-se de uma pesquisa participante realizada durante três anos consecutivos, entre 2010 e 2012, por meio da flânerie, com incursões em espaços virtuais e físicos de capitais brasileiras (São Paulo/SP, Florianópolis/SC, Campo Grande/MS, Porto Alegre/RS e Curitiba/PR) e em Lisboa, Portugal. Os dados foram coletados também por meio de entrevistas semi-estruturadas com viajantes e residentes em grandes centros urbanos. Os principais resultados encontrados remetem a um senso de “comunidade” estabelecida por homens que se reconhecem como semelhantes, onde prevalece um senso de proteção pelo segredo e pela ausência de identificação pública durante as viagens e os encontros sexuais, que são únicos e dissociados do cotidiano. Identifiquei, ainda, a demarcação de uma masculidade plenamente ajustada à heteronormatividade, que, porém, encontra no homoerotismo anônimo prazeres que representam uma inversão de poder masculino, onde a passividade sexual é o principal desejo. A viagem, que sempre permitiu essa situação de liberdade para o viajante, aparece aqui como um processo liminar de homens que, em lugar de terem uma aventura amorosa heterosexual, correspondendo ao estereótipo do homem de negócios, têm uma aventura homoerótica esporádica e clandestina, sem comprometimentos cotidianos que alterem suas relações sociais. Esta etnografia pode, assim, contribuir para um novo olhar a respeito da sexualidade, homoetorismo e liminariedade nas viagens.
A dissertação “Oi paradoxo Benetton: um estudo antropológico da publicidade ” discute as relações de significação social que existe entre o discurso publicitário, os objetos industrializados comentados neste discurso e o consumo destes objetos. O discurso publicitário Benetton parece provocar o efeito inverso das publicidades tradicionais. Ou seja: aparentemente, o discurso publicitário Benetton causa uma desidentificação entre seus produtos e o público potencialmente consumidor. Sendo assim, está configurado um paradoxo: esta empresa estaria empenhada em diminuir o consumo de seus produtos, ao invés de aumentá-lo. Este trabalho, através da análise das relações de significação, desvenda este aparente paradoxo.
- Culture, Health & Sexuality


