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- Revista Linhas Críticas
Este estudo teve como objetivo analisar as relações de gênero na engenharia brasileira contemporânea, focalizando as décadas de 80 e 90, anos em que o ambiente econômico e o grupo profissional dos engenheiros passaram por importantes transformações. Entende-se que a gradativa feminização do trabalho no campo da engenharia significa rompimento dos valores que tendem a discriminar as mulheres em carreiras predominantemente masculinas como é o caso da engenharia ainda hoje. Há que se considerar também que as mulheres que fizeram essa opção profissional tiveram que enfrentar padrões de gênero aceitos no interior das famílias, das escolas e do mundo do trabalho. Nesse sentido, o estudo procurou compreender quais as possibilidades de inserção das mulheres na engenharia, sob que condições constróem suas carreiras, como se percebem como estudantes e profissionais da engenharia, como são percebidas pelo coletivo masculino nos espaços escolares e nos ambientes de trabalho e, enfim, como vivenciam subjetivamente essas experiências. A investigação combinou a análise de dados estatísticos sobre formação escolar e emprego com a realização de entrevistas com profissionais de ambos os sexos e dirigentes sindicais. No sentido de captar a evolução dos padrões de gênero imbricados nas engenharias, procurou-se incluir na pesquisa de campo engenheiros(as) formados(as) nas décadas de 70, 80 e 90.
- Universidade Estadual de Campinas
- Doutorado

- Português
- TABAK, Fanny

- Português
- FINATEC

- Português
- BARROS, Suzana da C. de, COSTA, Ana Luiza Chaffe e RIBEIRO, Paula Regina Costa
