CEDOC
O Centro de Documentação reúne um conjunto de materiais digitais e físicos do campo dos estudos de gênero, feminismos e sexualidades. Destacamos o Acervo Tito Sena, livros editados pelo IEG, a coleção Revista Estudos Feministas, entre outras.
Esta etnografia analisa as concepções e práticas relacionadas à formação da criança, na localidade da Costa da Lagoa, Florianópolis, estado de Santa Catarina (Brasil). Como ferramentas metodológicas, utilizou-se a observação participante e conversas informais com os moradores sobre as experiências e interdições, desde a descoberta da gravidez ao puerpério, e ao longo da infância, relacionadas à “formação” da criança. Ao longo do estudo notou-se que a criança, ao mesmo tempo em que é um ser individual, é também um membro representante de família e formadora de uma rede relacional. Neste sentido, sua individualização ocorre na relação, pela lógica do convívio ou do contato metonímico. Desse modo, o corpo da criança é atravessado por canais de reciprocidade que também foram canais de coparticipação.
FEMEN.En el principio era el cuerpo. Barcelona: Malpaso Ediciones, 2014, p.198. ISBN: 9780745683218.
- Estudos Feministas, vol. 24, n.1
- Estudos Feministas, vol. 24, n.1
Neste trabalho analiso a maneira como jovens de grupos populares urbanos inseridos em políticas públicas na cidade de Londrina (Paraná), se constituem enquanto sujeitos a partir de reapropriações de valores hierárquicos e igualitários. Nesse contexto etnográfico, estão presentes valores ligados ao ideal do individualismo moderno (autocontrole, disciplina, racionalização da corporalidade para o trabalho, vivência intensa do presente, entre outros) e valores mais relacionais (a importância atribuída a laços de solidariedade ligados à rede de amizades e de vizinhança, por exemplo). Tais questões são problematizadas a partir, principalmente, da relação que os sujeitos estabelecem com o Estado (associado aqui às políticas públicas e à polícia), e entre si, nas quais destaco as categorias classe e gênero. Concluo que os sujeitos se reapropriam de valores do individualismo moderno de acordo com matrizes simbólicas próprias aos grupos populares urbanos e com situações e contextos específicos de suas vivências práticas.
- Estudos Feministas, vol. 23, n.2


