Instituto de Estudos de Gênero

CEDOC

O Centro de Documentação reúne um conjunto de materiais digitais e físicos do campo dos estudos de gênero, feminismos e sexualidades. Destacamos o Acervo Tito Sena, livros editados pelo IEG, a coleção Revista Estudos Feministas, entre outras.

Artigo
Pessoas (transexuais): dimensões sociais de vidas (in)determinadas pela ciência
  • Estudos Feministas, vol. 19, n.2
Livro
Relações de cooperação ao desenvolvimento e a política de gênero: experiências e perspectivas no Brasil
  • Português
  • CAMURÇA, Sílvia, MAIA, Vania, PARISIUS, Cornélia e WRIGHT, Sonia
Artigo
Era uma vez uma princesa e um príncipe...: representações de gênero nas narrativas de crianças

As representações de gênero sobre o universo dos contos de fadas foram apreendidas em momentos de pesquisa-ação com crianças em uma escola pública em Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul. A pesquisa faz parte de estudo mais amplo, com apoio do CNPq, que apresenta dois eixos teórico-metodológicos: a pesquisa bibliográfica com a coleta, a seleção e a análise de livros infantis com as temáticas da sexualidade, gênero e diversidades; e a pesquisa-ação com crianças e adolescentes. Nesta segunda perspectiva, priorizaram-se discussões a partir de produção textual (escrita e ilustrativa) aliada à leitura e à discussão de livros para a infância coletados no primeiro eixo da investigação. No presente texto, apresento alguns dados do segundo eixo. Nele, buscamos entender como as crianças constroem representações de gênero a partir da descrição física e comportamental de princesas e príncipes dos contos de fadas clássicos. Observamos que suas representações são ligadas ao que socialmente e em termos hegemônicos é considerado ideal de masculinidade e feminilidade. Algumas resistências são observadas na produção textual dos meninos. As meninas parecem mais conformadas aos ditames de gênero, considerados como a possibilidade ideal e desejável para a sua constituição identitária.

  • Estudos Feministas, vol. 19, n.2
Artigo
Práticas pedagógicas reprodutoras de desigualdades: a subrepresentação de meninas entre alunos superdotados

Muitos indicadores do Brasil e da América Latina mostram que ambos estão muito próximos da meta de paridade de gêneros da Educação para Todos. Entretanto, esmiuçando as estatísticas, encontram-se nichos nos quais as meninas são tratadas diferentemente, com base em preconceitos e estereótipos. Esse é o caso de um sistema de ensino em que as alunas são sub-representadas no seu Programa de Atendimento ao Aluno com Altas Habilidades/Superdotação. A presente pesquisa investigou os critérios para identificar e encaminhar esses alunos. Com base em dados especialmente tabulados, foi selecionada a área geográfica com a menor representação de alunas, onde se realizaram entrevistas semiestruturadas com os profissionais do ensino regular, responsáveis pela indicação dos alunos, e com os profissionais do Programa. Após cada entrevista, foi entregue um formulário, em forma de check-list, com as características e/ou comportamentos que podem ser evidenciados nos alunos e nas alunas identificados como superdotados. A análise revelou que a subestimativa dos talentos femininos ocorre na seleção e na indicação de discentes pelos professores do ensino regular, quando as meninas são vistas pelas lentes de estereótipos, com a internalização de imagens de inferioridade pelas/os próprias/os professoras/es, em ampla maioria mulheres. Entretanto, os professores e os psicólogos do Programa evidenciaram ter compreensão da paridade de gênero e do conceito de altas habilidades/superdotados, esse coerente com a literatura. Assim, a sub-representação de meninas surge antes da porta de entrada, devendo os professores do ensino regular ser adequadamente preparados para realizar as indicações.

  • Estudos Feministas, vol. 19, n.2
Artigo
TAMZALI, Wassyla. Carta de una mujer indignada – Desde el Magreb a Europa.
  • Estudos Feministas, vol. 21, n.1

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