CEDOC
O Centro de Documentação reúne um conjunto de materiais digitais e físicos do campo dos estudos de gênero, feminismos e sexualidades. Destacamos o Acervo Tito Sena, livros editados pelo IEG, a coleção Revista Estudos Feministas, entre outras.
A participação das mulheres no mercado de trabalho representa um dos pontos centrais da análise econômica sob a ótica feminista. Apesar do aumento da participação das mulheres no mercado de trabalho e da diminuição da diferença salarial média entre os dois gêneros, as mulheres ainda enfrentam uma grande dificuldade de serem remuneradas e promovidas em relação aos homens. Os modelos econômicos competitivos não conseguem explicar essas diferenças sem fazer uso de hipóteses fortes sobre as preferências individuais e os objetivos da família. Uma das possibilidades estudadas é que a diferença na remuneração das mulheres tem um aspecto social através de seu trabalho não somente para o mercado, mas também para a manutenção da ordem dentro da família. Este estudo tem como objetivo principal analisar as diferentes participações dos gêneros no trabalho doméstico como potencial influenciador das diferentes condições no mercado de trabalho. Nossos resultados apontam que as mulheres têm uma dupla e pesada jornada de trabalho. Entre nossas principais conclusões, podemos citar que a participação da mulher no mercado de trabalho, principalmente com o aumento de sua remuneração frente ao total da renda familiar, impacta positivamente sua condição de barganha na família, implicando uma menor participação no trabalho doméstico.
- Estudos Feministas, vol. 18, n.2
- Cadernos Pagu, Desdobramentos do feminismo, v.16
Este artigo investiga a imagem da mulher fetichizada, socialmente construída enquanto objeto de desejo. Através da análise de imagens dos fotógrafos Elmer Batters, Eric Kroll e Cristiano, buscando decodificar alguns elementos simbólicos do universo do fetiche, e interpretar a construção de seus significados a partir de questões de gênero.
- Cadernos Pagu, Olhares alternativos, v.21
- Português
- RIBEIRO, Paula Regina Costa e RIZZA, Juliana Lapa
Habituamo-nos a ver o teatro senequiano como exercícios livrescos, impregnados de retórica e destinados à “sala de recitações”. Antonin Artaud, entretanto, descobriu nessa dramaturgia a presença de “um iniciado nos Segredos e que, mais do que Ésquilo, soube faze-los palavra”. É a partir dessa intuição que tentamos entrar no teatro do grande latino, procurando o núcleo lexical, estilístico, retórico que o sustenta: ele parece encontrar-se numa oposição de forças, entre as quais não há síntese possível, o que dá à tragédia senequiana o aspecto de uma dialética travada, aparentemente imóvel, e progredindo por meio de explosões súbitas.
- Cadernos Pagu, Trajetórias do gênero, masculinidades..., v.11




