CEDOC
O Centro de Documentação reúne um conjunto de materiais digitais e físicos do campo dos estudos de gênero, feminismos e sexualidades. Destacamos o Acervo Tito Sena, livros editados pelo IEG, a coleção Revista Estudos Feministas, entre outras.
O artigo aborda um dos grandes silêncios da mídia global: o caso dos estupros de mulheres muçulmanas por soldados e mercenários norte-americanos no Iraque, através da análise das imagens dessas violências. O mediascape contemporâneo é um dos mais prolixos. No entanto, silêncios permanecem como estes – e outros – estupros de guerra. Com uma abordagem antropológica do significado da guerra, o artigo enfoca também a participação e as imagens das mulheres neste espaço masculino que é a guerra.
- Estudos Feministas, vol. 15, n.1
Com base na experiência brasileira das últimas décadas, o texto aborda o feminismo como um fenômeno que, embora enuncie genérica e abstratamente a emancipação feminina, se concretiza no âmbito de contextos sociais, culturais, políticos e históricos específicos. O artigo mostra, inicialmente, o feminismo no Brasil, nos anos 1970, como um movimento de mulheres que se configura em oposição à ditadura militar e que foi se desenvolvendo, nas décadas seguintes, dentro das possibilidades e limites que se explicitaram no processo de abertura política. Argumenta-se, entretanto, que as dificuldades enfrentadas pelo feminismo brasileiro não dizem respeito apenas aos constrangimentos da conjuntura em que se manifestou, mas a impasses de ordem estrutural do feminismo, uma vez que as mulheres não são uma categoria universal, exceto pela projeção de nossas próprias referências culturais. Sua existência social e cultural implica a diversidade, instituindo fronteiras que recortam o mundo culturalmente identificado como feminino. A análise do feminismo, assim, requer a referência ao contexto de sua enunciação, que lhe dá o significado. Da mesma maneira, a análise das relações de gênero implica considerar a noção de pessoa, tal como concebida no universo simbólico ao qual se referem essas relações.
- Estudos Feministas, vol. 12, n.2
O cerne do conceito de tráfico de pessoas, estabelecido no Protocolo de Palermo, apóia-se na noção de exploração. Visando contribuir ao esclarecimento dessa noção, o texto propõe uma abordagem do tráfico de pessoas como uma questão do mundo do trabalho e utiliza o conceito de trabalho forçado, cunhado em convenções da Organização Internacional do Trabalho (OIT), sempre considerando sua interface com as dimensões de gênero e com aspectos de oferta e demanda de mão-de-obra que orientam os fluxos migratórios.
- Cadernos Pagu, Trânsitos, v.31
- Revista Gênero, vol 9 n. 2
As feministas marroquinas tem como objetivo promover posições de poder para as mulheres através da educação, da auto-consciência e do conhecimento de novos direitos legais; e também disseminando informações a respeito do novo código da família e do novo código trabalhista por meio de suas ONGs e grupos comunitários. O ativismo das mulheres contribuiu de maneira significativa para a democracia na sociedade marroquina devido a seu grande envolvimento nas questões sociais e políticas e a seu acesso à mídia. O ativismo feminino é essencial à modernização e à democracia, pois foi o movimento feminista que abriu espaço para a sociedade civil e para a cultura democrática. O movimento de mulheres fez também com que as autoridades se conscientizassem de que as mulheres podem ter um papel significativo em todas as instâncias da vida, inclusive no domínio religioso. O fenômeno do Murshidat é um passo pioneiro dado pelo governo para promover um Islã moderado e para lutar contra o extremismo islâmico.
- Cadernos Pagu, Mudanças, v.30





