Instituto de Estudos de Gênero

CEDOC

O Centro de Documentação reúne um conjunto de materiais digitais e físicos do campo dos estudos de gênero, feminismos e sexualidades. Destacamos o Acervo Tito Sena, livros editados pelo IEG, a coleção Revista Estudos Feministas, entre outras.

Artigo
Quem pode resistir a Lara Croft? Você?

Este artigo discute como o jogo eletrônico Tomb Raider constrói processos de subjetivação em relação a gênero e sexualidade. Para desenvolver essa discussão, duas questões foram centrais: quem esse jogo imagina que "você" seja? Quem esse jogo propõe que "você" seja? Ambas foram construídas com base em teorizações foucaultianas sobre os processos de subjetivação, conjuntamente com a noção de "modo de endereçamento" desenvolvido por Elizabeth Ellsworth e algumas discussões sobre gênero e sexualidade. Pautando-se nisso, buscouse mostrar como marcas de gênero e sexualidade, culturalmente construídas, são empregadas nas elaborações da personagem central do jogo: Lara Croft. Contudo, conclui-se que tais marcas não configuram escolhas entre possíveis, mas são criações e invenções, tanto por parte dos elaboradores quanto pelos jogadores.

  • Estudos Feministas, vol. 16, n.1
Artigo
Automação, (Des)Qualificação E Emoção Nos Paraísos Do Consumo

Este artigo analisa as qualificações presentes num trabalho considerado como não-qualificado, isto é, o trabalho das operadoras de caixa de supermercados, no Brasil (São Paulo) e no Canadá (Québec), assim como os efeitos das novas tecnologias da informação nas qualificações das trabalhadoras. Embora tenha incorporado uma grande parcela do saber das trabalhadoras, aumentado o controle do trabalho, limitado o controle das trabalhadoras sobre o trabalho, as novas tecnologias de informação não atingiram as qualificações emotivas e sociais das trabalhadoras.

  • Cadernos Pagu, Gênero, tecnologia, ciência, v.10
Artigo
O feminismo desconstruindo e reconstruindo o conhecimento

Neste artigo, relaciono sinteticamente alguns exemplos de situações enfrentadas pelas mulheres que observei durante a realização de pesquisa na área da saúde para enfatizar a necessidade do diálogo do conhecimento e das práticas de saúde com o feminismo. Em seguida, abordo alguns aspectos do diálogo da epistemologia com o feminismo, destacando a posição de Gaston Bachelard, de um lado, e de Dorothy Smith, Alison Jaggar, Susan Bordo, Gayle Rubin e Teresita de Barbieri, do outro. Por último sintetizo aquilo que considero como as grandes rupturas epistemológicas promovidas pelo feminismo, referindo-me à linguagem e ao trabalho.

  • Estudos Feministas, vol. 16, n.1
Artigo
O gênero na militância: notas sobre as possibilidades de uma outra história da ação política

A partir de algumas obras que examinam o fenômeno da militância de mulheres em organizações clandestinas do Brasil e da Argentina nos anos 60/70, o autor analisa as possibilidades de um outro enfoque da historiografia sobre a ação política, em especial aquela que se debruça sobre s partidos de esquerda. A história oral ajuda a recuperar uma dimensão pouco incorporada à historiografia política, a da subjetividade, geralmente confinada à esfera privada que aparece radicalmente separada da esfera pública.A articulação desses dois espaços bem como as tensões, conflitos e complementariedades entre os papéis masculinos e femininos, tiram a história das mulheres do gheto e permitem que esse novo olhar dê mais complexidade à análise da ação política.

  • Cadernos Pagu, Gênero, narrativas, memórias, v.8_9
Artigo
¿Violencia invisible o del éxtasis al dolor?

Los valores y roles para cada género no tienen el mismo reconocimiento social. Se trata de una construcción cultural que pretende, apoyándose en las diferencias, y en una dicotómica jerarquización y poder, establecer una desigualdad que acentúa la supremacía de lo masculino como valor. En la cultura patriarcal - como tendencia - suelen ser los hombres los más violentos, para un comportamiento de dependencia y docilidad en las mujeres. Por ello las relaciones de pareja, asociadas con fantasías de amor, constituyen un espacio de poder y son acosadas constantemente por vivencias de servidumbre y dominio. Diferencia - jerarquía - desigualdad - discriminación - violencia, circuito invisible en retroalimentación que la cultura reedita cotidianamente y que se expresa desde formas psicológicas, hasta daños extremos fundamentalmente hacia las mujeres en los vínculos amorosos.

  • Estudos Feministas, vol. 16, n.1

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