CEDOC
O Centro de Documentação reúne um conjunto de materiais digitais e físicos do campo dos estudos de gênero, feminismos e sexualidades. Destacamos o Acervo Tito Sena, livros editados pelo IEG, a coleção Revista Estudos Feministas, entre outras.
Este artigo examina diferenças entre mulheres negras e brancas no ensino superior no Brasil. Com base em dados coletados na Universidade Federal Fluminense discutimos as razões pelas quais negras e brancas ocupam diferentes posições na hierarquia acadêmica.
- Estudos Feministas, vol. 16, n.3
En este artículo me propongo contribuir desde una crítica feminista al estudio de los movimientos transnacionales a partir del análisis de las representaciones culturales imbricadas en las divisiones sociales del trabajo. Para ello analizo, a partir del trabajo etnográfico realizado en el Suroeste de la República Dominicana y en Madrid (España), las diferenciaciones de género, parentesco y sexualidad en su conexión con las representaciones de género de la emigración dominicana a España.
- Estudos Feministas, vol. 15, n.3
Este trabalho discute as dinâmicas de discriminação entre moças e rapazes das camadas populares do Rio de Janeiro, considerando o papel que as hierarquias de cor/raça, gênero e classe social desempenham na configuração das práticas sociais. A análise tem por base entrevistas em profundidade com 42 jovens, de 18 a 24 anos. As situações de discriminação são referidas com maior frequência pelos rapazes. Entre os homens tais experiências estão associadas principalmente aos espaços públicos e ao mercado de trabalho, enquanto entre as mulheres a discriminação está mais vinculada aos espaços privados e ao local de moradia. Os dados estimulam uma discussão sobre a heterogeneidade das experiências de discriminação, na qual a cor/raça está associada às condições sociais e às relações de gênero.
- Cadernos Pagu, 2009 v.32, v.32
Nas sociedades nas quais a “saída tardia” da casa da família é comum, as pressões estruturais que levam nessa direção são semelhantes. No entanto, a resposta cultural varia consideravelmente de uma sociedade para outra. A análise comparativa entre vários países sugere que fatores demográficos muito semelhantes assumem um grau diferente de significação e distintos padrões de sentido. De fato, o que há de mais comum entre os países a respeito da saída tardia de casa, são as respostas políticas de seus governos, uniformemente preocupados com o declínio da taxa de nascimentos. Quanto aos cidadãos comuns, o “fracasso em começar” varia de uma catástrofe social (Japão), passando por uma frustração estrutural mais leve (Espanha) até a não problematização, ao passo que para seus pares nórdicos, a capacidade de começar cedo é enfrentada sem hesitação, mas acompanhada pela aborrecida sensação de que as gerações não precisam tanto uma da outra como de fato deveriam precisar.
- Cadernos Pagu, 2009 v.32, v.32
Este artigo discute as experiências de homens e mulheres brasileiros, que tentam cruzar a fronteira México-Estados Unidos em viagens não-autorizadas no mundo global. São viajantes clandestinos que, com a ajuda dos coiotes, tentam entrar na “América”. Na produção sobre tráfico de pessoas e “contrabando” ou tráfico de migrantes (smuggling), as questões relativas a gênero tendem a ser tratadas considerando-se que os homens brasileiros estão predominantemente vinculados ao tráfico de migrantes, enquanto as mulheres são vítimas de tráfico de pessoas para exploração sexual. Neste texto mostro que homens e mulheres estão envolvidos no tráfico de migrantes e ambos enfrentam os riscos, a aventura ou desventura de cruzar a fronteira ou de ser deportado.
- Cadernos Pagu, Trânsitos, v.31




