CEDOC
O Centro de Documentação reúne um conjunto de materiais digitais e físicos do campo dos estudos de gênero, feminismos e sexualidades. Destacamos o Acervo Tito Sena, livros editados pelo IEG, a coleção Revista Estudos Feministas, entre outras.
Este artigo analisa a legislação instituída pelo Estado brasileiro nas primeiras décadas do século XX, que visava regulamentar as relações de trabalho infanto-juvenis. Essa regulamentação foi peracionalizada pelas autoridades judiciárias e contribuiu para a introdução de uma noção de infância pautada nas representações sociais de masculino e feminino, presentes na norma familiar burguesa, para as famílias pobres urbanas do Brasil durante o governo de Vargas.
- Caderno Espaço Feminino, v.17 n.01
- Estudos Feministas, v.2 n.especial
- Caderno Espaço Feminino, v.15 n.18
A teorização das práticas feministas se apresenta como uma ferramenta útil e poderosa no avanço e incidência do movimento feminista. Na verdade se analisa a importância da teorização das experiências e projetos educativos para fortalecer as organizações que nos impulsionam e consolidam a bagagem pedagógica como meio de fortalecer as conquistas feministas.
- Caderno Espaço Feminino, v.15 n.18
Na escola, o currículo ancora saberes que deverão servir de referência às ações das/os professoras/es, contribuindo sobremaneira na construção identitária de alunos/as. Esse trabalho é decorrente de uma pesquisa realizada no Programa de Pós-Graduação da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Uberlândia que procurou investigar os saberes e práticas docentes entre as crianças que rompem com uma suposta normatividade de gênero, na Educação Infantil e nas quatro primeiras séries do Ensino Fundamental. Nossa preocupação foi procurar responder às seguintes questões: O que pensam as professoras da Educação Infantil e do Ensino Fundamental sobre as relações de gênero na infância? Quais são as informações/ orientações prescritas no Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (RCN/infantil) e nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) referentes a sexualidade e gênero? Como pensar o currículo quando a preocupação em legitimar as diferenças, é central? Questionários, entrevistas e análise documental foram os instrumentos metodológicos escolhidos. O RCN/infantil e os PCN foram vistos como documentos que apresentam a regra, a norma, os saberes hegemônicos sobre como construímos nossa identidade de gênero. No entanto, na escola, as crianças transgridem as fronteiras identitárias, rompem as regras desde a Educação Infantil, desafiando nos- Marta Regina Alves Pereira. Mestre em Educação, professora da ESEBA/ UFU e integrante do NEGUEM. Graça Aparecida Cicillini. Doutora em Educação e professora da FACED/ UFU. Por um currículo que intercepte saberes, promova rupturas e acolha o diverso 130 Caderno Espaço Feminino, v.15, n.18, Jan./Jun. 2006 sos saberes. Nas afirmações sobre as crianças que contrariam as expectativas hegemônicas de expressão da masculinidade/ feminilidade, as professoras se posicionaram pela associação entre sexo, gênero e sexualidade, como se fossem categorias intrinsecamente relacionadas e contínuas, concepção que ao longo desse trabalho, procuramos desconstruir.
- Caderno Espaço Feminino, v.15 n.18



