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Sobre o CEDOCObras sobre “política”
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O objetivo deste artigo é realizar um balanço das principais transformações ocorridas nos últimos 15 anos no sistema de gênero hegemônico no pentecostalismo. Inicialmente, procuro apresentar o perfil demográfico e socioeconômico dos pentecostais. Em seguida, discuto as conseqüências da opção religiosa dos homens e das mulheres e chamo atenção para os limites do processo de reconfiguração das subjetividades femininas e masculinas no interior das comunidades. O exame das tendências de crescimento do sacerdócio feminino e da participação política das mulheres pentecostais complementa esta análise e ajuda no entendimento das ambivalências na revisão das representações e relações de gênero nesses grupos religiosos.
- Estudos Feministas, vol. 13, n.2
- 2005

O texto apresenta uma comparação entre o surgimento e desenvolvimento do processo Fórum Social Mundial e a Marcha Mundial das Mulheres no Brasil. O Fórum teve uma enorme contribuição para historicizar a globalização capitalista e mudar os termos do debate, e o movimento de mulheres tem sua trajetória imersa neste contexto, assim como o feminismo tem um grande potencial para desnaturalizar o discurso sobre a globalização e a economia neoliberal. O texto também mostra as relações construídas entre os movimentos sociais e suas agendas em comum que vêm se expressando no conjunto das ações do movimento antiglobalização.
- Estudos Feministas, vol. 11, n.2
- 2003

O Dia Internacional da Mulher foi proposto por Clara Zetkin em 1910 no II Congresso Internacional de Mulheres Socialistas. Nos anos posteriores a 1970 este Dia passou a ser associado a um incêndio que ocorreu em Nova Iorque em 1911. Neste artigo procuro recuperar a história do Dia 8 de Março e as distorções que têm sido feitas sobre ele e sobre a luta feminista.
- Estudos Feministas, vol. 9, n.2
- 2001

Diante das formações contemporâneas pós-coloniais e da re-configuração de todos os tipos de conhecimentos e cartografias a problemática da tradução tornou-se um novo espaço de debate feminista. Por quais rotas as teorias feministas, junto com seus conceitos fundacionais, viajam nas Américas? Como são traduzidas em diferentes contextos geográficos e históricos? Sue tipos de leituras as categorias analíticas das teorias feministas recebem em seus múltiplos deslocamentos? Quais os mecanismos e as tecnologias de controle que supervisionam o trânsito das teorias através dos fronteiras territoriais, institucionais e disciplinares? Estas são algumas questões que introduzo para o debate que está publicado nesta seção temática.
- Estudos Feministas, vol. 8, n.2
- 2000

O artigo discute diferentes estratégias de justificação da adoção de quotas eleitorais por sexo, com ênfase naquelas que reivindicam um estatuto moral diferenciado para as mulheres. Elas introduziriam um novo tipo de política, mais desinteressado e altruísta, reflexo do seu treinamento social como responsáveis pelo cuidado com os mais fracos (a começar pelas crianças). No entanto, essa “política do desvelo” ou “política maternal” termina por perpetuar a inserção subordinada das mulheres no mundo da política, na medida em que o cartão de ingresso é exatamente a negação da ação em defesa dos próprios interesses.
- Estudos Feministas, vol. 9, n.1
- 2001
