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Sobre o CEDOCObras sobre “adolescência”
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Observando uma rede virtual de relacionamento, o Orkut, é possível identificar um sistema de classificação determinado pela forma com que os usuários interagem dentro das comunidades. O wannabe é um dos tipos que fazem parte desse universo. Os principais objetivos deste artigo são analisar de que forma a adolescência constrói sua identidade a partir de processos de distinção e controle social na Internet, tomando os aspectos relacionados ao gênero e ao corpo como centrais para a discussão, e refletir sobre os significados atribuídos, nessa fase da vida, a conceitos como “estilo de vida” e “estado de espírito” dentro de dois tipos de comunidades virtuais: a dos “góticos”, tribo urbana detentora de uma dada feminilidade, e a das “pró-anas”, estritamente virtual, que defende as práticas da anorexia como um estilo de vida.
- Estudos Feministas, vol. 15, n.2
- 2007

Este artigo está baseado em uma pesquisa etnográfica desenvolvida em uma escola municipal do Rio de Janeiro, entre agosto de 2002 e julho de 2003. Ele analisa como as meninas idealizam sua primeira relação sexual e como a escola se refere a esse aspecto da vida dos/as jovens e intervém sobre isso. Essa passagem está envolta por uma série de preocupações e planejamentos, principalmente para as meninas, que demonstram valorizar menos a virgindade em si e mais a primeira relação sexual. No plano das intenções expressas, elas reproduzem os ensinamentos escolares, que prescrevem não só o uso de um preservativo, mas também certo tipo ideal de relação entre garotos e garotas. Diante disso, percebem-se alguns limites na intervenção escolar.
- Estudos Feministas, vol. 15, n.2
- 2007

O trabalho objetiva desnaturalizar o conceito de adolescência, considerando-o como plural e perpassado por condicionantes diversos, particularmente pelas inserções de classe social e de gênero. Tomando-se os dados de uma pesquisa com 205 adolescentes de um bairro da periferia de Natal/RN, bem como os registros de atividades realizadas com adolescentes de 10 a 14 anos residentes no mesmo bairro, a análise destaca as marcantes influências das relações de gênero, agravadas pela precariedade do contexto sócio-econômico, na socialização dos adolescentes. O estudo permite uma reflexão a respeito do permanente processo de construção da subjetividade adolescente, a partir das experiências de vida compartilhadas nas diferentes interações sociais, oferecendo sugestões para o trabalho de intervenção nas áreas da saúde e da educação.
- Estudos Feministas, vol. 13, n.1
- 2005

Neste trabalho pretendo discutir as representações de gênero ativadas durante o desenvolvimento de um projeto de orientação sexual, realizado em uma escola carioca. A análise do "Projeto Aids" contribui para o debate sobre as novas relações de gênero na sociedade brasileira, indicando mudanças e permanências nas classificações da masculinidade e feminilidade. Durante o desenvolvimento do projeto e, mais tarde, nas entrevistas com meninas e meninos, de 14 a 17 anos, foi possível perceber como classificavam a masculinidade e a feminilidade, construindo e (re)construindo hierarquias de gênero.
- Revista Gênero, v.4 n.1
- 2003

Baseado em pesquisa realizada com mais de 100 adolescentes de camadas médias e altas da Zona Sul do Rio de Janeiro, este artigo tem por objetivo discutir a adolescência como uma construção social, tomando a indústria cultural como estruturante para esta fase da vida. A partir dos resultados da pesquisa quantitativa, de entrevistas pessoais realizadas e da análise da revista Capricho, é feita uma reflexão sobre as representações na adolescência e sobre a construção de um modelo de corpo, dentro do recorte de gênero. Entre outras questões, é destacada a categoria de acusação "patricinhas".
- Revista Gênero, v.4 n.1
- 2003
