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Sobre o CEDOCObras sobre “identidade”
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O projeto político Quilombola atravessou séculos de história para se consolidar como direito constitucional. O quilombo ampliou-se por meio do apoio de outras parcelas da população brasileira, tornando-se parte de um projeto político nacional voltado para a construção de uma sociedade mais democrática e justa. As contradições entre a Legislação e a sua efetiva aplicação, contudo, constituem hoje o maior desafio, uma vez que a incorporação do quilombo na ordem jurídica não tem sido suficiente para alterar as práticas de expropriação e controle da terra, e com elas a situação de precariedade em que vivem os grupos negros na atualidade. A ação estatal de proteção às chamadas comunidades quilombolas tem se ampliado e pode até ser considerada uma prática inovadora hoje, mas se demonstra ainda muito insuficiente, requerendo uma ação redobrada de participação política por parte dos movimentos sociais negros no Brasil.
- Estudos Feministas, vol. 16, n.3

O ensaio que se segue buscará discutir a política de identidade que está sendo proposta no Brasil com o fim de combater o racismo. Pretende refletir sobre o significado da racialização das políticas públicas e também dos nossos costumes. A questão central discutida é o objetivo dessas políticas. A partir de mitos de origem tanto do racismo quanto do combate ao racismo, procura-se descrever a história recente da introdução dessas políticas com base na "raça" e seus objetivos.
- Estudos Feministas, vol. 16, n.3

Este artigo analisa a relação entre teoria social e política feminista. A autora aborda temas como: pós-modernismo, pósestruturalismo, a nova política da noção de sujeito, as controvérsias colocadas ao feminismo a partir da crítica da política identitária e o fundamentalismo como política de exclusão. O texto finaliza com uma discussão sobre a materialidade ontológica fictícia do corpo e do sexo. Rejeitando críticas simplistas, a autora analisa essas categorias – corpo e sexo – como “lugares de poder”.
- Cadernos Pagu, Trajetórias do gênero, masculinidades..., v.11

Ainda que pensada de maneira plural, identidade tem sido tomada por muitos autores como o cerne da constituição dos indivíduos que, todo o tempo, parecem ser interpelados sobre sua localização neste cenário cada vez mais diversificado. Este artigo propõe explorar esses chamados às identificações permeadas, particularmente, por construções de gênero e sexualidade. O recorte aqui privilegiado centra-se em propagandas vencedoras de festivais nacionais e em peças veiculadas em revistas de entretenimento. A análise das imagens e dos recursos de linguagem utilizados busca apreender como a propaganda reifica ou desestabiliza noções de gênero e sexualidade percebidas como tradicionais.
- Estudos Feministas, vol. 15, n.1

Neste artigo, é feita uma análise do filme Frida (2003) dirigido por Julie Taymor e protagonizado por Salma Hayek e que tem como tema a relação amorosa entre o muralista Diego Rivera e a pintora Frida Kahlo. Não se trata absolutamente de uma biografia fílmica; enfoca apenas uma etapa da vida da pintora. De um lado, são feitas algumas comparações com o filme mexicano sobre a pintora, Frida, naturaleza viva (1983), de Paul Leduc, para contrastar as diferentes visões dos acontecimentos de uma mesma vida, por exemplo, com relação à política sexual. Por outro lado, explora-se até que ponto o polêmico filme de Taymor/Hayek é histórico, baseado na realidade, ou uma história contada pela imagem e pelo som a partir de uma biografia escrita.
- Estudos Feministas, vol. 13, n.1
