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Sobre o CEDOCObras sobre “juventude”
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Este trabalho discute as dinâmicas de discriminação entre moças e rapazes das camadas populares do Rio de Janeiro, considerando o papel que as hierarquias de cor/raça, gênero e classe social desempenham na configuração das práticas sociais. A análise tem por base entrevistas em profundidade com 42 jovens, de 18 a 24 anos. As situações de discriminação são referidas com maior frequência pelos rapazes. Entre os homens tais experiências estão associadas principalmente aos espaços públicos e ao mercado de trabalho, enquanto entre as mulheres a discriminação está mais vinculada aos espaços privados e ao local de moradia. Os dados estimulam uma discussão sobre a heterogeneidade das experiências de discriminação, na qual a cor/raça está associada às condições sociais e às relações de gênero.
- Cadernos Pagu, 2009 v.32, v.32

O propósito deste texto é aproveitar as questões suscitadas pela participação da Marcha Mundial das Mulheres no III Acampamento Intercontinental da Juventude. As atividades e as ações propostas pelas jovens feministas de todos os continentes revelaram que as experiências dessa nova geração política atualizaram e renovaram as questões fundamentais da organização dos movimentos feministas.
- Estudos Feministas, vol. 11, n.2

Este trabalho analisa um programa de namoro na TV, denominado Fica Comigo, da MTV para discutir possíveis relações entre cultura da mídia, juventude, relações amorosas e sexualidades juvenis. No programa, as relações tradicionais ancoradas no amor romântico se mesclam com outras relações mais contemporâneas, e configuram-se num espaço midiático. Em alguma medida, as mudanças produzidas pelas transformações do corpo, do prazer e da sexualidade não têm deixado de fora as relações tradicionais. Elas acoplam-se ao "novo", embora, ao mesmo tempo, seja possível afirmar que tais mudanças são perturbadoras das tradicionais formas de viver e relacionar-se. Isso possibilita pensar que encontros amorosos e afetivos entre os/ as jovens estão em processo de mudança, o que pode indicar as incertezas que caracterizam o contemporâneo, e não simplesmente a reafirmação de um determinado passado
- Revista Gênero, v.7 n.2

O artigo pretende-se uma narrativa dialógica entre uma jovem seringueira e moradora da Reserva Extrativista do Alto Juruá, de nome Ivanilde Gomes de Souza, e a autora, antropóloga por formação. O material a partir do qual o texto é construído são diários escritos por Ivanilde a partir de 1994. A autora opta então por um diálogo em duas frentes: num primeiro momento, os diários de Ivanilde como um canal de acesso à vida social no interior das florestas do Alto Rio Juruá. Em seguida, a atenção volta-se para depoimentos intimistas, que revelam circunstâncias e emoções vivenciadas por Ivanilde e as interpretações que ela vai construindo para o sentido de sua vida.
- Cadernos Pagu, Gênero, narrativas, memórias, v.8_9

- Cuadernos Hispanoamericanos
