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Sobre o CEDOCObras sobre “medicina”
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O artigo analisa a trajetória da belga Maria Rennotte que em 1878 mudou-se para o Brasil, onde trabalhou como preceptora, professora e médica. Com seus escritos e sua prática social, Maria Rennotte lutou pelos direitos das mulheres a uma melhor educação, ao acesso a diferentes tipos de trabalho, à obtenção de um corpo mais saudável, à cidadania política. Pregou a participação das mulheres em entidades assistenciais, e fundou uma filial da Cruz Vermelha na capital paulista. A análise de sua trajetória possibilita afirmar que apesar de desconsideradas politicamente, não terem reconhecidos os direitos civis, possuírem limitadas oportunidades educacionais e de trabalho remunerado e serem identificadas basicamente como mães e esposas, pela atuação nas associações filantrópicas as mulheres participaram efetivamente da vida nacional, deixando sua marca nos serviços prestados à população, nas leis, na organização de instituições de ensino e de saúde e no desenvolvimento do conhecimento científico.
- Cadernos Pagu, (trans)formações, v.24

Este artigo trata das políticas demográficas e da repressão imposta às práticas de controle da natalidade no norte europeu (Inglaterra, Países Baixos, França e Alemanha) na primeira metade do século XX. Com base na vasta historiografia - principalmente anglo-saxã, e no conjunto de leis e regulamentos relacionados a parteiras e ao controle da natalidade daquela região, examina as diversidades geográficas e culturais, os contextos históricos distintos, e os simbolismos que presidem orientações do controle da reprodução. Destaca resultados ambivalentes de dinâmicas sociais nas experiências de regulamentação das atividades de parteiras e seus percursos profissionais, com suas contradições e diacronias, levando em conta a delicada relação com a classe médica.
- Revista Gênero, v.6 n.1

Este trabalho é parte de uma pesquisa mais ampla sobre a médica baiana Francisca Praguer Fróes (1872-1931). Envolvida na discussão sobre os direitos da mulher na ordem burguesa, o estudo busca demonstrar a maneira pela qual a médica participa do debate sobre a construção de um "Brasil Moderno" e como inscreve o tema da higiene, da saúde da mulher e da maternidade no quadro do projeto de regeneração social do país. Os reformadores brasileiros do período interessaram-se amplamente pelas questões de gênero, corpo feminino, sexualidade entre outras.
- Revista Gênero, v.6 n.1

Este artigo trata da criação da Liga Baiana Contra a Mortalidade Infantil, instituição que desde o ano de 1923 se dedicou à proteção e ao atendimento médico e assistencial à maternidade e à infância na cidade de Salvador. O objetivo desta análise é compreender o contexto político da problemática social da maternidade e da infância, bem como o papel desempenhado pela Liga ao propor uma ação articulada entre a benemerência e os poderes públicos, ação esta que efetivamente foi bem-sucedida e serviu de modelo para as políticas públicas implementadas pelo governo federal a partir da década de 1940. Também se discute os ideais de maternidade divulgados pelos agentes sociais envolvidos com a assistência às mães pobres e seus filhos.
- Revista Gênero, v.6 n.1

- Revista Mexicana de Ciencias Políticas y Sociales
