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Sobre o CEDOCObras sobre “movimentos sociais”
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No dia 15 de dezembro, acontece o evento “Cinema e Movimentos Sociais”! Para participar do evento basta acessar o Canal do IEG no YouTube. Durante a transmissão será compartilhada a lista de presenças para a certificação. Terá intérpretes de libras e transcrição.
- Universidade Federal de Santa Catarina

Por ocasião dos 20 anos da Revista Estudos Feministas, busco articular o debate sobre teoria e movimento social para apresentar alguns desafios que estão postos para as publicações feministas. Trato dos desafios ligados ao reconhecimento, à sustentabilidade, às linhas editoriais e à relação universidade e movimento. Concluo afirmando que o principal desafio das publicações feministas é articular a produção teórica e as pesquisas feministas às lutas e às formas organizativas que o movimento feminista constrói em cada contexto histórico.
- Estudos Feministas, vol. 21, n.2

Tentei mapear ao longo desse artigo, por meio dessa breve história da Parada Gay de São Paulo, alguns saberes que se produziram sobre a homossexualidade. Por meio do que se dizia, quem dizia, e o que acontecia, salientei importantes coalisões e alianças nas quais certas fronteiras foram cindidas. O Mito de Stonewall, também foi recorrentemente acionado entre nós, porém aqui ele remeteu a diferentes arranjos. Ao invés de afirmar um grupo identitário monolítico, que toma a orientação sexual por condição de pertença, conduziu a um coletivo mais amplo e coligações mais poderosas que, nas palavras de Donna Haraway, espelham o “reconhecimento crescente de outra resposta: aquela que se dá por meio da coalizão, a afinidade em vez da identidade”. (Haraway, 1985: 149-181). Não fala de totalidades, mas de ligações parciais.
- Revista Gênero, Vol. 11, n. 2

O período de 1975-1982 corresponde a uma fase importante de expressão de movimentos sociais na resistência ao regime militar que vigorou no Brasil de 1964 a 1985. No período de repressão militar, os movimentos de mulheres, de lesbianas e de gays reivindicam um local de fala no discurso social. No contexto brasileiro, as organizações de mulheres em movimentos sociais se intensificam, denunciando a dominação sexista, enquanto lesbianas e gays questionam os padrões de masculino e feminino. Para construir indícios representativos das lesbianas na história dos movimentos sociais em luta contra o regime ditatorial, destacamos a militância lesbiana do GALF (Grupo de Ação Lésbico-Feminista) e a criação e veiculação do Boletim Chanacomchana (1981-1987). O vínculo entre a militância contra o regime ditatorial e a militância lésbico-feminista é marcante nos escritos dos boletins que são fontes de nossa pesquisa que tem nos estudos feministas e na teoria das representações sociais os marcos teóricos para sua análise.
- Revista Gênero, v.8 n.2

Este artigo tem por objetivo examinar o processo de criação de organizações dirigidas por lésbicas negras na cidade do Rio de Janeiro. Partindo de diferentes fontes, o artigo foi elaborado em torno da hipótese de que tais organizações foram construídas em função de laços de solidariedade construídos entre lésbicas militantes do Movimento Negro, assim como em função da ausência de espaço e do preconceito que elas enfrentaram em tal movimento.
- Revista Gênero, v.8 n.1
