Instituto de Estudos de Gênero
Palavra-chave

Obras sobre “mulheres negras”

11 resultados

Artigo
Fronteiras da diferenga: raça e mulher no Brasil

Neste artigo a autora analisa a invisibilidade da raça e da experiência das mulheres negras no campo dos estudos da mulher brasileiros. A partir de um olhar comparativo sobre estudos da mulher no Inglaterra, nos Estados Unidos e no Canadá a autora explora como questões sobre diferença racial entre as mulheres não foram tratadas nos diferentes contextos nacionais. A análise enfatiza a ausência da raça na maior parte dos estudos da mulher no Brasil e sugere que, para um melhor entendimento da diversidade das experiências das mulheres brasileiras, é preciso dar um maior enfoque para “diferença” racial e para a relação entre raça e gênero.

  • Estudos Feministas, vol. 8, n.2
  • 2000
Artigo
MULHERES NEGRAS: UMA TRAJETÓRIA DE CRIATIVIDADE, DETERMINAÇÃO E ORGANIZAÇÃO

Este artigo busca fazer um breve registro focando o processo organizativo das mulheres negras em diálogo com: a inclusão de gênero e raça nas políticas públicas; a realização das conferências internacionais - em especial a Conferência Mundial sobre as Mulheres e a III Conferência Mundial contra o Racismo, a Discriminação Racial, a Xenofobia e as Formas Conexas de Intolerância; o pós-Durban, a ação e o monitoramento; e os 120 anos após a abolição da escravidão. Ao final, são formulados alguns desafios a considerar na luta pela igualdade e justiça social.

  • Estudos Feministas, vol. 16, n.3
  • 2008
Artigo
A batalha de Durban

O artigo registra as principais iniciativas de organização do movimento negro para a III Conferência contra o Racismo. Especial destaque é dado à Articulação de Organizações de Mulheres Negras Brasileiras pró-Durban, cuja presença marcante no processo garantiu conquistas importantes nos documentos finais, tanto da Conferência das Américas (em dezembro de 2000) como da Conferência de Durban (agosto/setembro de 2001). A partir da participação nessa Articulação, a autora discute as contradições e conflitos que emergiram no debate entre as nações presentes à Conferência, evidenciando seus nexos com o racismo, o colonialismo e a expansão econômica do Ocidente. Ao mesmo tempo, esboça sua visão sobre os ganhos políticos que a Conferência representou para mulheres e homens negros da diáspora, especialmente na América Latina, e os desafios que se colocam para a superação do fosso que os separa dos brancos no Brasil.

  • Estudos Feministas, vol. 10, n.1
  • 2002
Artigo
Chega de Saudades, a realidade é que...

Este artigo retoma o tema da diversidade no movimento de mulheres, a partir de uma reflexão sobre o envolvimento da Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB) na III Conferência Mundial contra o Racismo. As condições que determinaram essa atuação são buscadas nos confrontos e negociações que marcaram as trajetórias da organização política das mulheres e do pensamento feminista no Brasil. Para as autoras, o debate sobre as condições específicas da subordinação, proposto pelas mulheres negras, abriu espaço para outras abordagens sobre o papel das mulheres nos sistemas de produção e reprodução, assim como sobre o caráter patriarcal e escravocrata da sociedade brasileira. Contudo, tais abordagens só passaram a ser incorporadas à prática do movimento feminista ao longo da preparação das Conferências de Beijing e Bejing+5. Nesse sentido, a participação da AMB em Durban sinalizaria o avanço no reconhecimento da identidade das mulheres negras, na afirmação da diversidade e na construção de uma agenda política que coloca no centro a intersecção das discriminações de gênero e raça.

  • Estudos Feministas, vol. 10, n.1
  • 2002
Artigo
O feminismo em novas rotas e visões

O presente texto se baseia no debate proposto por Mary Hawkesworth no artigo “A semiótica de um encontro prematuro: o feminismo em uma era pós-feminista”, orientando-se por um olhar latino-americano-caribenho sobre as transformações do feminismo e as conquistas das mulheres em momentos cruciais dessa articulação, relembrando fases memoráveis como a renovação dos ideais feministas, a autonomia do movimento de mulheres negras e sua interrelação com o ativismo negro e feminista, articulações internacionais sintonizados com a realidade/diversidade brasileira e a incorporação da agenda feminista nas instâncias governamentais. A autora expõe o dinamismo e a capacidade de retroalimentação do feminismo brasileiro, características que possibilitam a força necessária para sua sobrevivência e inovações harmonizadas com a evolução de valores sociais diante das conquistas decorrentes de sua existência nos cenários local, regional e global. Substancialmente, desenvolve o texto com ênfase no ativismo local como desencadeador de uma ação efetiva de Estado para eqüidade de gênero e raça.

  • Estudos Feministas, vol. 14, n.3
  • 2006

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