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Sobre o CEDOCObras sobre “poder”
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Habituamo-nos a ver o teatro senequiano como exercícios livrescos, impregnados de retórica e destinados à “sala de recitações”. Antonin Artaud, entretanto, descobriu nessa dramaturgia a presença de “um iniciado nos Segredos e que, mais do que Ésquilo, soube faze-los palavra”. É a partir dessa intuição que tentamos entrar no teatro do grande latino, procurando o núcleo lexical, estilístico, retórico que o sustenta: ele parece encontrar-se numa oposição de forças, entre as quais não há síntese possível, o que dá à tragédia senequiana o aspecto de uma dialética travada, aparentemente imóvel, e progredindo por meio de explosões súbitas.
- Cadernos Pagu, Trajetórias do gênero, masculinidades..., v.11

Los valores y roles para cada género no tienen el mismo reconocimiento social. Se trata de una construcción cultural que pretende, apoyándose en las diferencias, y en una dicotómica jerarquización y poder, establecer una desigualdad que acentúa la supremacía de lo masculino como valor. En la cultura patriarcal - como tendencia - suelen ser los hombres los más violentos, para un comportamiento de dependencia y docilidad en las mujeres. Por ello las relaciones de pareja, asociadas con fantasías de amor, constituyen un espacio de poder y son acosadas constantemente por vivencias de servidumbre y dominio. Diferencia - jerarquía - desigualdad - discriminación - violencia, circuito invisible en retroalimentación que la cultura reedita cotidianamente y que se expresa desde formas psicológicas, hasta daños extremos fundamentalmente hacia las mujeres en los vínculos amorosos.
- Estudos Feministas, vol. 16, n.1

El trabajo presenta un análisis de la relación poder-saber en el contexto universitario. A partir de la exploración de la estructura organizacional de la Universidad de Los Lagos, en la docencia y en la gestión institucional, se identifican los espacios del poder material y simbólico que ocupan los hombres y las mujeres. Se exponen los resultados de un análisis intergenérico a nivel de posiciones en el escalafón académico, las remuneraciones y la inserción de las mujeres al equipo docente tanto en la jornada laboral como en su distribución disciplinaria. La investigación busca develar los factores que determinan la distribución de los espacios de poder en la Universidad, estableciendo la relación que subyace entre los saberes que se conquistan y la naturaleza del poder que se ejerce.
- Estudos Feministas, vol. 15, n.1

Ao considerar a força do discurso antifeminista no Brasil, examino como esse discurso aparece no âmbito do jornalismo cultural para então tecer algumas relações com a história social brasileira à luz da qual é possível compreender por que o feminismo como práxis transformadora parece tão fora dos hábitos do país. Procuro sustentar meu argumento a partir da leitura de obras de pensadores da história e da cultura brasileiras considerados “de esquerda” ao mesmo tempo em que pontuo os limites de suas análises, ou seja, o silenciamento sobre a opressão das mulheres e questões de gênero. A seguir, examino a persistência de diversas formas do antifeminismo no campo das Letras a fim de compreender o estatuto da crítica feminista no campo dos estudos literários e as razões de sua invisibilidade, com considerações sobre conquistas e limitações de suas práticas.
- Estudos Feministas, vol. 14, n.3

O artigo trata da relação entre imigração brasileira na cidade do Porto e a constituição de relações de poder através do controle de ofertas de possíveis relacionamentos afetivos por alguns imigrantes brasileiros em condições de atuar como intermediários entre as redes familiares portuguesas a que têm acesso e os imigrantes homens e pobres sobre os quais têm alguma influência.
- Cadernos Pagu, Cara, cor, corpo, v.23
