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Sobre o CEDOCObras sobre “poesia”
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Este artigo trata, como sugere o título, do erotismo da poética de Florbela Espanca. A Virgem florbeliana agasalha em seu regaço o paradoxo do bem e do mal concernente à mística da mulher. Esse é o seu modo de declarar que a porção demoníaca do feminino, esse corpo estranho, com seus valores noturnos, esse continente negro, acepção do ser sexuado, da portadora do pecado e da sedução, da desordem e do desenfreado - não pode ser expurgada sequer da imagem mais celestial que erige para si mesma.
- Cadernos Pagu, Crônicas Profanas , v.19

Cora Coralina, nascida na cidade de Goiás, em 1889, morre em 1985, depois de haver deixado ao mundo filhos, receitas, poemas e crônicas. No processo da desestruturação própria do Modernismo, surge a voz de Cora Coralina, reivindicando total liberdade e rejeitando padrões acadêmicos e tradicionalistas. O artigo estuda o caminho da poeta no resgate da solidariedade da vida e sua representação, através de aspectos do cotidiano. Da casa velha da ponte, debruçada sobre o rio Vermelho, Cora vai tecendo histórias, abraçando um universo polissêmico, que compõe seus dois mundos, o público e o privado.
- Revista Gênero, v.3 n.2

- HECATE

- Lapis - Percosi della Riflessione Femminile

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