CEDOC
Sobre o CEDOCObras sobre “pornografia”
15 resultados

Este artigo procura analisar a produção literária pornográfica desde a segunda metade do século XIX até o início do XX no Brasil. Também conhecidos como “leitura para homens” ou “romances para homens”, esses enredos alcançaram uma repercussão singular naquele período. Se, em um primeiro momento, essas narrativas, repletas de fantasias e desejos, tratavam de questões sociais e políticas, com a chegada do novo século, de modo evidente, elas passaram a estabelecer um estreito diálogo com as teorias médicas e científicas da época.
- Cadernos Pagu, Quereres, v.28
- 2007

O texto procura articular uma maneira feminista e holista de pensar a relação entre natureza e desejos. Tento considerar nossos desejos em relação ao nosso corpo e a como ele responde às forças nas nossas subjetividades, às pessoas a nossa volta e à história da nossa espécie. Começo considerando a distinção entre o político e o pessoal e daí faço algumas observações sobre a natureza e as três ecologias imbricadas uma na outra como diagnosticou Guattari. Proponho que entendamos o corpo como a confluência dessas ecologias e, ao mesmo tempo, como sendo ele mesmo nossa plataforma política. Proponho, então, um modelo acerca de como a natureza molda e restringe nossos desejos de um modo que não nos impõe nenhuma mensagem específica. Reflito, assim, sobre nossos instintos e como eles se inscrevem na política de nossa espécie – e como eles podem ser transformados, uma vez que não são mais naturais que os demais itens da nossa paisagem subjetiva. Essa transformação, eu argumento, deve ser pensada em termos de uma politização ecológica.
- Estudos Feministas, vol. 14, n.2
- 2006

Este artigo investiga a importância do vocabulário obsceno no interior da cultura pornográfica que se inaugura na Europa a partir do Renascimento, cuja pedra de toque é a nomeação explícita do sexo. Para tanto, interroga o estatuto da moderna ficção erótica enquanto gênero literário, atentando para a condição de fetiche da linguagem licenciosa. Representação privilegiada do erotismo, a palavra obscena subverte sua função abstrata de signo para ganhar um corpo próprio que, no limite, substitui a presença do corpo real.
- Cadernos Pagu, Erotismo: prazer, perigo, v.20
- 2003

Existe uma relação – a ser decifrada com cuidado e nuance – entre a violência de gênero e um conjunto de concepções e práticas relativas à sexualidade. Em particular, tal relação deve dizer respeito a algum aspecto que interconecta a prática sexual no interior de um campo simbólico particular – a uma “erótica” – no qual feminino e masculino, corpo jovem ou velho, asiático, branco, pardo, negro e o suporte de tais definições não estão colados necessária e exclusivamente a mulheres e homens, como sujeitos empíricos, supondo uma relação de força, de subjugo e de dor. O propósito deste artigo é analisar as conexões que foram sendo feitas entre essa configuração da violência e as teorias e práticas feministas relativas ao erotismo.
- Cadernos Pagu, Erotismo: prazer, perigo, v.20
- 2003

- Culture Health & Sexuality
