Instituto de Estudos de Gênero
Palavra-chave

Obras sobre “sexo”

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Artigo
Quando raça conta: um estudo de diferenças entre mulheres brancas e negras no acesso e permanência no ensino superior

Este artigo examina diferenças entre mulheres negras e brancas no ensino superior no Brasil. Com base em dados coletados na Universidade Federal Fluminense discutimos as razões pelas quais negras e brancas ocupam diferentes posições na hierarquia acadêmica.

  • Estudos Feministas, vol. 16, n.3
Artigo
Dinheiro, poder e sexo

A crença generalizada de que o dinheiro corrompe a intimidade bloqueia nossa capacidade de descrever e explicar como dinheiro, poder, e sexo, de fato, interagem. A crença oposta – de que o sexo funciona como uma mercadoria como qualquer outra – não é melhor para ajudar descrições e explicações. A intersecção de sexo, dinheiro e poder, de fato, gera confusão e conflito, mas isso ocorre precisamente porque os participantes estão simultaneamente negociando relações interpessoais delicadas e responsáveis e marcando diferenças entre essas relações e outras com as quais elas poderiam ser fácil e perigosamente confundidas. Na vida cotidiana, as pessoas lidam com essas dificuldades com um conjunto de práticas que poderíamos chamar de “Boas Combinações”.

  • Cadernos Pagu, 2009 v.32, v.32
Artigo
NA ANTE-SALA DA DISCRIMINAÇÃO: O PREÇO DOS ATRIBUTOS DE SEXO E COR NO BRASIL (1989–1999)

O Brasil se caracteriza por elevados patamares de desigualdades nos rendimentos entre negros e brancos, homens e mulheres. Para analisar com medidas robustas o nível de discriminação prevalecente no mercado de trabalho procuramos, neste texto, controlar os efeitos de atributos individuais (como escolaridade e idade) e de características dos espaços de trabalho (como formalização da relação de trabalho, região geográfica e posição na hierarquia de ocupações). A partir da comparação entre duas bases de microdados da PNAD – Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, relativas aos anos de 1989 e 1999, foi possível avançar três ordens de resultados. Em primeiro lugar, que a discriminação no mercado, no que concerne às mulheres, é ainda mais elevada que aquela medida pelo simples hiato entre os seus rendimentos e aqueles auferidos pelos homens; já com respeito aos trabalhadores/as negros/as, o efeito líquido que poderia ser atribuído à discriminação salarial parece menos elevado, na medida em que outros fatores, por vezes ainda mais importantes, atuam simultaneamente, explicando as significativas diferenças salariais que os separam dos/das trabalhadores/as brancos/as. Em segundo lugar, observamos que a década de 1990 reduz a intensidade com que fatores ligados à discriminação de sexo e cor atuavam sobre tais desigualdades; entretanto, tal redução é ainda de pequena monta e se sustenta nas perdas importantes ocorridas no salário médio dos homens, notadamente brancos. Em terceiro lugar, quando observados ao longo das distintas posições na distribuição de renda, os determinantes da desigualdade variam em sua importância, e os fatores ligados à discriminação de sexo e cor mostram-se os mais decisivos, em especial entre as mulheres e negros que chegam a galgar posições no topo da hierarquia social.

  • Estudos Feministas, vol. 12, n.2
Artigo
O sexo dos anjos: um olhar sobre a anatomia e a produção do sexo (como se fosse) natural

Este artigo analisa as representações corporais e práticas sociais acionadas no que se refere às crianças e jovens intersex, contrastando a perspectiva de profissionais médicos com a dos familiares envolvidos. Parte-se de dois eixos analíticos: o olhar generificado sobre a anatomia e as visibilidades/invisibilidades do sexo. Os argumentos centrais propostos são que o sexo é tão construído na cultura quanto o gênero e que as fronteiras entre o natural e o não-natural são facilmente borradas quando se trata de definí-las a partir do que é considerado dentro ou fora das normas sociais.

  • Cadernos Pagu, (trans)formações, v.24
Artigo
O sexo e o gênero da docência

Nos debates educacionais, é consenso a constatação da enorme presença feminina no magistério. Bem menos freqüente, contudo, é a reflexão sobre os aspectos contraditórios geradores de tal processo. Pois essa é exatamente a proposta deste artigo: examinar a presença do sexo feminino no magistério, tomando por base as contribuições do conceito de gênero e sua construção histórica, social e cultural. As diferenças entre os sexos indicam diferentes significados masculinos e femininos das identidades docentes e das relações escolares, assim como apontam para os desafios impostos pela articulação entre o sexo e o gênero da docência.

  • Cadernos Pagu, Desafios da equidade, v.17_18

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