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Sobre o CEDOCObras sobre “travesti”
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Reportagem publicada no jornal Catarinense no dia 12 de maio de 1996, escrita por Eliane Brum. Conta a história de Renata, mãe adotiva de Ana Carolina.

Matéria da Folha de São Paulo (1995) escrita por Fernando Gabeira sobre vivência de prostitutas e travestis, moralismo e tecnologia.

Notícia da revista Istoé (1995) sobre jogador de futebol inglês, Eric Cantona, que ao saber da intenção de contratação pelo SPFC afirma com desdém: "Brasil? É um país curioso, habitado por travestis e prostitutas".

Este estudo investiga a manipulação do sistema de gênero gramatical entre travestis profissionais do sexo do Sul do Brasil. Verificou-se que há uma preferência êmica do grupo por formas gramaticais femininas. Porém, as tensões ideológicas e corporais que circundam as travestis forçam-nas a utilizar o masculino em contextos específicos. As travestis empregam o masculino gramatical para 1) produzir narrativas sobre o período anterior às suas transformações corporais; 2) reportar discursos produzidos por outros ao falar de travestis; 3) falar de si em suas relações familiares; e 4) distinguir-se de outras travestis com as quais as falantes não se identificam. Assim, o estudo demonstra como essas travestis usam o gênero gramatical do Português como um recurso lingüístico para manipular suas identidades e as identidades da comunidade a que pertencem.
- Estudos Feministas, vol. 16, n.2

O artigo discute a recepção brasileira da teórica queer Judith Butler, com especial atenção ao seu conceito de performatividade. A partir de uma análise do caráter metafórico de suas exemplificações sucessivas nas obras de Butler e de sua adaptação à nossa realidade sócio-histórica, intentamos um exercício de aplicação do conceito de forma coerente com seu caráter normativo e programático original. Assim, utilizamos uma etnografia entre travestis como meio exemplificador do caráter reiterativo de normas sociais do conceito de performatividade.
- Revista Gênero, v.7 n.2
