CEDOC
Sobre o CEDOCObras sobre “história”
241 resultados

No poema "A mulher", Luísa Amélia de Queirós evidencia que o fazer literário constituía-se em uma prática interditada às mulheres piauienses, da mesma maneira em que elas eram excluídas de obterem reconhecimento social pela "prática escriturística", ou por meio de outras atividades sociais, culturais e políticas. Dessa forma ela sentia que as mulheres eram lançadas para além das margens da História, visto que esta, no final do século XIX, preocupava-se em registrar apenas os feitos dos homens na esfera pública. Assim, as mulheres não só estavam silenciadas, bem como, a História silenciava sobre elas.
- Caderno Espaço Feminino, v.14 n.17
- 2006

O movimento de gays, lésbicas e travestis surgiu em 1978 no meio da abertura política e da oposição à ditadura militar. A publicação do jornal mensal Lampião da Esquina voltado aos homossexuais, e as influências de movimentos políticos e sociais nacionais e o movimento gay-lésbicas internacional inspiraram a formação em São Paulo do Grupo Somos: Grupo de Afirmação Homossexual - a primeira organização política dos gays e lésbicas duradoura e bem-sucedida no país. Em seguida, surgiram outros grupos, mas divergências políticas sobre os rumos do movimento desanimaram muitos participantes, levando a um declínio dramático de atividades no começo dos anos 80. A resposta à AIDS e à violência contra gays, lésbicas e travestis, em meados dos anos 80, reanimou o movimento que começou a se reorganizar nos anos 90, formando a Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Travestis, que expandiu sua participação internacional e organizou a marcha de 110000 em São Paulo em junho de 2000.
- Cadernos Pagu, Gênero, ciências, história, v.15
- 2000

O presente trabalho é orientado segundo as ?figuras? vividas por Flora Tristan durante sua vida: viajante, socialista e mulher. Diversas figuras femininas traçam determinadas vivências formadoras da identidade feminina na sociedade, tais como: maternidade, casamento e relação amorosa. A ênfase na figura de viajante revela o espaço da viagem como um lugar privilegiado para o amadurecimento intelectual de Flora Tristan, palco para o desenrolar de importantes experiências de ordem pessoal da autora. A figura de socialista é construída a partir do contexto histórico e do ideário político de Flora e de sua geração.
- Cadernos Pagu, Gênero em gerações, v.13
- 1999

Este artigo apresenta primeiramente uma contex-tualização histórica da figura da noiva no ocidente, para culminar na análise dos vestidos de noiva e sua evolução pelos séculos, gerando assim o modelo da Noiva, símbolo de pureza e de rito de passagem. Com isso, passa-se a análise de obras de arte contemporânea (Rosângela Rennó e Beth Moisés) que se apoderam desse arquétipo.
- Caderno Espaço Feminino, v.13 n.16
- 2005

Na sociedade pós-moderna, e mais especificamente no interior do Brasil, a benzeção ainda é amplamente praticada e mesmo procurada por pessoas de diferentes classes sociais e níveis culturais. Na cidade de Ituiutaba-mg tal situação não difere de outros lugares do país, e assim, conhecimentos, comportamentos e gestos, acompanhados ou não de ramos, água ou fogo, são cotidianamente utilizados, guardados e transmitidos de geração a geração, perpetuando em invocações sincréticas o ato da benzedura. Buscando entender a perma-nência destas práticas na atualidade, examino os mitos refe-rentes à mulher ao longo da história, criados e guardados pelo consciente e inconsciente coletivo até chegar na ?teoria do dom? do m.a.u.s.s.2 da modernidade.
- Caderno Espaço Feminino, v.13 n.16
- 2005
