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Sobre o CEDOCObras sobre “maternidade”
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Neste artigo buscamos examinar como mulheres se organizam a partir de problemas relacionados à saúde de seus filhos. Tomando como exemplo a Associação Carioca de Assistência à Mucoviscidose do Rio de Janeiro (ACAM-RJ), sublinhamos que a maternidade pode ser um fator importante para impelir mulheres sem histórico de participação política a engajarem-se em grupos e ações públicas.
- Revista Gênero, Vol. 11, n. 2

Este artigo, através do exame de material jornalístico publicado entre o início de janeiro de 2008 e o final de dezembro de 2010, tem como objetivo analisar a dinâmica que organiza o abandono de bebês no Brasil contemporâneo. Ao mesmo tempo, busca examinar o modo como a mídia reporta esse fenômeno, sublinhando sua perspectiva moralista e discriminatória. Atenção particular é dada ao fato de que as mulheres-mães são frequentemente consideradas as únicas responsáveis enquanto os homens- -pais raramente são acusados ou mesmo mencionados.
- Revista Gênero, Vol. 11, n. 2

Este estudo tem por objetivo examinar as percepções de uma equipe de profissionais atuantes num serviço de atendimento especializado, em Campos dos Goytacazes (RJ) sobre mulheres com hiv/aids que engravidam. Dados para a pesquisa foram coletados através de entrevistas com nove profissionais que trabalham no serviço mencionado. As primeiras imagens da aids divulgadas pela mídia incidem na forma de pensar e agir dos profissionais e influenciam a forma como o atendimento é organizado e prestado a essas mulheres. Tal atendimento, embora incorpore vários avanços preconizados em documentos oficiais, ainda se apresenta como um espaço de possíveis discriminações e violações de direitos.
- Revista Gênero, Vol. 11, n. 2

O pensamento feminista atual traz como uma de suas principais consigna a reatualização da máxima: nosso corpo nos pertence, que pode ser analisada por diferentes perspectivas: seja pela mercantilização, seja por ser as mulheres objeto da violência. A pílula anticoncepcional nos dias atuais comemora sessenta anos de sua difusão e este evento, sem dúvida dividiu a sexualidade - desejo e reprodução da vida. Esta separação, concretamente, não livrou as mulheres, de uma gravidez indesejada. Deste conflito - maternidade e o desejo derivaram dois focos de luta que organizaram as mulheres no mundo ocidental: a luta pelo direito ao aborto e a luta contra a violência doméstica. Este texto busca recuperar, historicamente, este conflito, que persiste até os dias atuais, com vitórias e derrotas, dos quais o caso brasileiro pode ser paradigmático.
- Revista Gênero, Vol. 11, n. 1

A concepção de identidade pós-estruturalista, em uma perspectiva etnometodológica, trouxe profundas mudanças na maneira como se estabelecem as relações entre gênero e linguagem. Gênero passa a ser entendido como uma construção social que precisa ser (re)negociada a cada nova interação e, por não existir fora do discurso, não tem um status fixo e estável. Para entender como as identidades de gênero são interacionalmente negociadas, e aqui especificamente os aspectos relacionados à maternidade, apresento a importância da Análise da Conversa, através da análise qualitativa de interações naturalísticas entre uma psicóloga e candidatos/as à vasectomia e à laqueadura, em um posto de saúde do SUS, na região Sul do Brasil. O que mostro, através da análise de três excertos, é que pequenas fissuras nas performances de maternidade fazem colidir a noção de uma maternidade estável, o que nos dá uma ideia prática do conceito de agentividade.
- Estudos Feministas, vol. 20, n.1
