Instituto de Estudos de Gênero

CEDOC

O Centro de Documentação reúne um conjunto de materiais digitais e físicos do campo dos estudos de gênero, feminismos e sexualidades. Destacamos o Acervo Tito Sena, livros editados pelo IEG, a coleção Revista Estudos Feministas, entre outras.

Trabalho de Conclusão de Curso
Jogo de Cintura: Uma etnografia sobre travestis em Florianópolis

Trabalho de conclusão de curso apresentado ao Departamento de Ciências Sociais da Universidade de Santa Catarina, orientado por Hélio R. S. Silva.

  • Universidade Federal de Santa Catarina
Trabalho de Conclusão de Curso
Técnicas Corporais e Gênero: Um estudo sobre a construção das identidades travestis no centro de Belém-PA

O presente trabalho possui como tema o gênero e a sexualidade das travestis do centro de Belém do Pará. Possui como objetivo identificar e analisar as técnicas corporais que identificam e caracterizam o corpo travesti. Para identificar as técnicas, foi utilizado o método de observação participante com o grupo de estudo. A construção de uma identidade travesti se forma com base no modelo de gênero socialmente construído, o corpo travesti possui ao mesmo tempo um feminino e um masculino. Um feminino, todo particular, pensado e construído a sua maneira e ao mesmo tempo um masculino, inscrito no corpo biológico. Essa construção de um corpo travesti, entende-se como técnica corporal, pois, é no corpo e através dele que as pessoas são identificadas como travestis

  • Universidade Federal do Pará
Relatório de Pesquisa
Mulheres na Universidade - O ingresso "tardio" em curso de graduação

O objetivo desta pesquisa é conhecer o projeto de vida de mulheres, com mais de 30 anos, casadas e mães, que tomaram a iniciativa de fazer um curso universitário. Pretende-se também descobrir o significado e a expectativa dessa qualificação, quais são as dificuldades decorrentes dessa retomada aos estudos e como elas são superadas. A temática é dividida em três questões centrais: as razões do abandono e do retorno ao curso universitário, a vivência do curso e o significado dessa experiência em suas vidas e para o seu futuro.

  • Universidade Federal de Santa Catarina
Tese
Pelo reconhecimento da legalidade do direito à adequação do sexo do transexual

O presente trabalho objetivou prestar aos profissionais envolvidos na questão (médicos, psicólogos, advogados, magistrados, etc ) maiores esclarecimentos, bem como oferecer sugestões acerca de pontos polêmicos que envolvem a problemática transexual, a qual vem suscitando grande interesse pela sua indiscutível atualidade, passando a integrar nossos tribunais. O direito civil considera o sexo como um elemento do estado das pessoas. Em assim sendo, como proceder nos casos de transexualismo quando o sexo legal é diferente do sexo psicológico? Procuramos responder a esta e outras questões dando ênfase ao estado patológico do transexual, considerando-o uma anomalia da identidade, por reprovar veementemente os seus órgãos sexuais externos, dos quais deseja se livrar por meio de cirurgia. Embora reconheçamos o elevado propósito da psicanálise na anulação dos distúrbios psíquicos originados no inconsciente dos seres humanos, facilitando a estabilidade emocional do indivíduo, não percebemos efeitos satisfatórios no sentido da reversibilidade do transexualismo em adolescentes e adultos. O tratamento cirúrgico é o que melhor satisfaz a realidade psíquica do paciente, o qual não muda de sexo, apenas redetermina os órgãos sexuais externos em relação ao sexo psicológico, que deve prevalecer quando em conflito com os demais. Todas as decisões recentes que aceitaram a adequação jurídica de sexo fazem referências expressas ao componente psicológico do verdadeiro transexual. A intervenção médica de adequação de sexo é bastante polêmica, sobretudo no que concerne à sua licitude. Esta deve ser admitida diante da comprovação do desarranjo patológico e da imperatividade do tratamento. Este, por sua vez, está ancorado no direito ao próprio corpo, no direito à saúde e, principalmente, no direito à identidade sexual, a qual integra um poderosos aspecto da identidade pessoal. Foi observado que no direito comparado existe uma forte corrente favorável ao reconhecimento do transexualismo, seja por via administrativa, judiciária ou legislativa. Essa constatação parece estar conforme com as tendências do direito civil atual, mais preocupado com as aspirações individuais que com a manutenção de constrangimentos sociais. Tal reconhecimento é declaratório e não retroativo, e admite ao transexual os direitos do seu novo sexo, com algumas poucas exceções. Enfatizamos a tese de que o sistema jurídico brasileiro já autoriza a adequação de sexo e prenome, possibilitando, inclusive, a adequação de apenas um deles. A nosso ver, cabe à junta médica, e não ao judiciário, a autorização para a cirurgia. Contudo, a intervenção do legislador servirá como um norteador para o magistrado e os profissionais ligados à terapêutica. Ademais,uma lei poderá estabelecer os requisitos para a realização da cirurgia, obedecendo ao fim terapêutico e objetivando a inserção do transexual na sociedade.

  • Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
  • Doutorado
Tese
Travestismo: mobilidade e construção de identidades em Campina Grande

Este estudo versa sobre o travestismo e a construção de identidades. O objeto de estudo são travestis que habitam e fazem trottoir em Campina Grande - cidade do agreste paraibano - não apenas como construções estéticas (Perlongher, 1987) ou como a invenção do feminino (Hélio Silva, 1993) mas como sujeitos que constroem para si mesmo um universo móvel de possibilidades - seja do gênero (Segato, 1995) ou do espaço (Clifford, 2000) como fazendo parte do urbano e complexo na sociedade atual. O que se desenvolve aqui é a importância e presença da mobilidade em praticamente todos os aspectos da vida dos travestis: no gênero, na circulação no espaço, na estética corporal, na casa em que habita, enfim num todo que é construído por vários retalhos. Foram feitas e gravadas entrevistas não diretivas, com roteiro estruturado de assuntos previamente sugeridos para a conversa. Foi desenvolvido um diário de campo com as observações colhidas em rua, na casa dos informantes e nas festas que eles realizavam e que frequentavam. Foi no total de vinte e quatro entrevistados. As informações colhidas deram conta de questões do cotidiano, da cidade em que estavam naquele momento - Campina Grande -, das cidades que perambulavam pelo país e pelo mundo, de mudanças no corpo, enfim, dados que dizem muito sobre a construção de identidade nos travestis.

  • Universidade Federal de Pernambuco
  • Mestrado

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