Instituto de Estudos de Gênero
Palavra-chave

Obras sobre “masculinidade”

52 resultados

Artigo
Corpo e masculinidade na revista VIP Exame

Nesse artigo elaboro comentários teóricos acerca de novas formas de se vivenciar a corporalidade presentes contemporaneamente, a partir da análise da revista masculina VIP Exame. O texto baseia-se numa pesquisa que incluiu uma observação dentro da redação da revista e análise de materiais impressos, centrando-se na forma como a revista aborda o corpo masculino e coloca a preocupação com a aparência como importante para uma masculinidade bem sucedida. Com base nestes dados busco avaliar, a partir de perspectivas feministas e sobre o corpo, a influência do valor dado ao corpo e ao seu monitoramento reflexivo na constituição de identidades de gênero.

  • Cadernos Pagu, Desdobramentos do feminismo, v.16
Artigo
Macho a qualquer custo. Investigação das relações de gênero através da análise de processos criminais

Resumo: Este trabalho tem o intuito de discutir a relação entre violência e masculinidade a partir da análise de dois processos criminais, do ano de 1975, arquivados no Centro de Documentação em História da Universidade Federal de Uberlândia. Os processos são significativos, pois apresentam concepções sobre o que é ser macho em nossa cultura e em que situações a violência surge como recurso para a manutenção do status masculino. A manutenção desse status social geralmente ocorre com o domínio ou submissão de outros grupos sociais como mulheres, crianças, velhos e homossexuais. Criam-se hierarquias de valores a partir das diferenças sexuais e essas diferenças acabam por se transformar em desigualdades de onde surge a violência.

  • Caderno Espaço Feminino, v.14 n.17
Artigo
Um passageiro inquieto no tempo

Situa a biografia no âmbito do debate historiográfico, problematizando a questão da memória como foco. Analisando a trajetória de Mário Lago (1911-2002), destaca como fator de singularidade o fato de sua vida ter sido marcada pela dupla vinculação aos valores da cultura boêmia e da cultura política, dada a sua militância junto ao Partido Comunista. As múltiplas e contrastantes inserções sociais do biografado - dramaturgo, compositor, boêmio, ator, radialista, militante e homem de tevê - são enfocadas a partir da história do Rio de Janeiro, possibilitando uma reconstituição da sua dinâmica cotidiana. Destaca-se o papel das reminiscências, vivências, e da própria subjetividade como elementos integrantes do fazer historiográfico, mais particularmente, da história oral. A idéia da cultura boêmia como lugar de construção de uma sociabilidade, nitidamente alicerçada na idéia de gênero, apresenta-se como o móvel condutor desse artigo.

  • Revista Gênero, v.3 n.1
Artigo
Mulheres querem amor, homens querem sexo? Amor e masculinidades entre jovens de camadas médias urbanas de Belém

O objetivo deste artigo é analisar de que forma jovens - de 18 a 25 anos - de camadas médias urbanas de Belém (PA) concebem a noção de amor e vivenciam suas práticas amorosas no contexto da construção das masculinidades. O foco neste grupo específico se dá por estes jovens serem filhos de uma geração - sem considerar a questão de classe - que vivenciou, ativamente ou não, as mudanças impulsionadas pelo feminismo da década de 1970. O amor é tido aqui como "o tipo" de amor corrente na sociedade ocidental, o amor romântico.

  • Revista Gênero, v.3 n.1
Artigo
Discutindo masculinidade e subjetividade nos embalos do samba-canção

Resumo: As reflexões deste artigo centram-se nos estudos de gênero e das sensibilidade, identificando-os como novos desafios para o historiador. Tendo como foco da análise a discussão sobre sensibilidades e masculinidade, particulariza a subjetivação dos sentimentos amor/dor e sua diferenciação/especificidade no masculino. Iniciando por um retomar da produção historiográfica e da emergência da temática da masculinidade, discute, em seguida, a categoria masculinidade hegemônica, para posteriormente analisar a produção musical, foco privilegiado para captar as sensibilidades masculinas, já que as composições são uma das únicas instâncias públicas em que aos homens se permitem falar livremente das suas dores, angústias e de outros sentimentos.

  • Revista Gênero, v.2 n.1

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