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PROJETO DE TESE A respeito da menopausa, fenômeno da vida feminina caracterizada pelo fim da menstruação com a consequente parada da fecundidade, foram constituídos ao longo do tempo diversos discursos, sendo os da biomedicina e os das feministas e estudiosas de gênero, os que interessam diretamente a esta tese. Estes discursos, apesar de suas importantes diferenças, têm em comum a abordagem da menopausa do ponto de vista heterossexual. Problematizando a heterossexualidade, pode-se dizer que esta é pressuposta a qualquer ciência, havendo resistências em sua análise enquanto categoria cultural. Dado essa lacuna e a partir de uma abordagem qualitativa, pesquisando as condições da menopausa em mulheres com orientação homoerótica, buscarei responder se e/ou até que ponto a orientação sexual influencia nas vivências da menopausa
- Universidade Federal de Santa Catarina

Este é mais um dos livros que resultaram do encontro Fazendo Gênero, na UFSC.
- Português
- MINELLA, Luzinete Simões

Matéria do O Estado de S. Paulo (2006) escrita por Robert P. George e Eric Cohen sobre dilema moral acerca das células tronco criadas a partir da clonagem humana.

O objetivo deste trabalho é compreender a inserção de mulheres na Ciência da Computação. Buscou-se conhecer as percepções de professoras e professores a respeito da inserção das mulheres nessa área e as estratégias acionadas por elas para afirmarem-se nesse ambiente androcêntrico. Metodologicamente, realizou-se um estudo exploratório de natureza qualitativa com a utilização de entrevistas em profundidade com 12 docentes da área. Consideraram-se as percepções de ambos os sexos sobre o fenômeno, pois, como afirma Michelle Perrot,1 não se pode pensar na história das mulheres sem considerar os homens. Os resultados indicam que há formas sutis de discriminação e segregação das mulheres na área, exigindo delas esforço adicional para terem o mesmo reconhecimento que os homens.
- Estudos Feministas, vol. 21, n.3

A dinâmica ocidental de civilização implica uma relação tensa entre corpo e mente, cultura e natureza, civilização e barbarismo. No ensaio que se segue, exploramos a construção deste último dualismo ao investigarmos os espaços nos quais certos corpos são definidos como monstruosos. Em particular, estamos interessados na constituição de uma visão científica de diferenças raciais, sua especificidade em relação à percepção medieval do lugar da alteridade, seu papel em legitimar a circulação de corpos 'monstruosos' como mercadorias e sua reivindicação de desvendar uma hierarquia objetiva de raças e gênero. De Lavater a Curvier, a classificação das espécies oferece um modelo hierárquico que será apropriado pelos discursos de raça e gênero na biologia. Nesse contexto, um caso pode ser considerado paradigmático: a 'Vênus Hotentote'. Argumentamos que a negociação política do status ontológico de Sara Baartman, durante os séculos XIX e XX, representa precisamente tal esforço para estabelecer as fronteiras de civilidade mediante a circulação e a exclusão de corpos incivilizados.
- Estudos Feministas, vol. 18, n.3
