CEDOC
Sobre o CEDOCObras sobre “contracepção”
7 resultados
A participação masculina na saúde reprodutiva tem se constituído em objeto de estudo a medida que se vêm consolidando as noções de direitos sexuais e reprodutivos. O objetivo do trabalho é analisar a perspectiva masculina acerca da anticoncepção, do aborto provocado e do uso de métodos contraceptivos, entre homens que viviam em união legal ou consensual. Trata-se de um estudo descritivo, analisando dados secundários. O tamanho amostral foi calculado em 310 homens vivendo em união, mas, dada a disponibilidade dos casos, analisaram-se as informações de 361 homens. Utilizou-se o teste de qui-quadrado para avaliar as diferenças entre os grupos e a análise múltipla por regressão logística. Levando-se em conta as características da amostra, percebeu-se a possibilidade de concretizarem-se na sociedade brasileira mudanças importantes na perspectiva masculina quanto à contracepção e aborto. Para viabilizar tais mudanças, evidencio-se a necessidade de investir na educação de homens e mulheres, uma vez que esta apresentou-se como divisor de águas no equilíbrio das relações de gênero.
- Universidade de São Paulo
- Mestrado

Usando métodos da História e da Antropologia, investigou-se a prática do aborto no Sul do Brasil na primeira metade do século XX. O exame de fontes primárias e as entrevistas com mulheres idosas visaram auscultar um enorme silêncio em torno dessa prática que deixa poucos vestígios em termos de fontes históricas e que reveste de segredos a memória. O texto apresenta dados registrados pela pesquisa e reflete sobre a diversidade das representações em torno do aborto, as ambigüidades dos sujeitos em relação ao tema. A prática do aborto precisa ser entendida como estando inserida num contexto de poder. Os sujeitos operam com conhecimentos de várias origens e dentro de uma rede moral composta de malhas contraditórias.
- Estudos Feministas, vol. 16, n.2

Na França, o atraso com relação a outros países ocidentais sobre a liberalização do controle de nascimentos se explica pela existência de um natalismo de Estado. A contracepção foi autorizada somente em 1967, com muitas restrições. Os eventos de maio de 68 e, sobretudo, a ascenção do feminismo conseguiram impor uma liberalização maior, que permitiu às mulheres, em 1975, o direito de solicitar um aborto nas primeiras dez semanas de gravidez. A autora, socióloga, participou ativamente do movimento de mulheres. Paralelamente, ela escolheu o aborto como tema de pesquisa. É sua trajetória, por meio das diferentes etapas da liberação, mas também os problemas sociológicos e políticos que ela pôde identificar objeto deste artigo, assim como a apresentação dos principais resultados de pesquisa.
- Estudos Feministas, vol. 16, n.2

- Português
- BRAGA, Kátia Soares

- Português
- ACCORSI, Simone e CASTELLANOS, Gabriela
