CEDOC
Sobre o CEDOCObras sobre “deficiência”
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Estudos sobre violências contra mulheres com deficiência são, geralmente, mais restritos por exigirem conscientização para a abordagem conjunta entre gênero, deficiência e violência. As poucas produções no campo dos Estudos sobre Deficiência que versam sobre o tema afirmam que as explicações atuais sobre violência de gênero e deficiência são insuficientes para avaliar as várias situações que levam as mulheres com deficiência a experienciarem formas de violência. O objetivo geral da pesquisa foi fazer uma análise antropológica de experiências, narrativas e observações sobre violências contra mulheres com deficiência. A pesquisa de campo envolveu a articulação entre vários campos teóricos e de pesquisa, inclusive da análise de narrativas de três mulheres com deficiência física na cidade de Belo Horizonte. O eixo central se baseia na articulação entre as teorias feministas, queer e crip, tendo como eixo o campo das violências contra mulheres com deficiência, considerando, sobretudo, o potencial de uso de categorias de articulação e de intersecionalidades como gênero, deficiência, capacitismo, violência e cuidado. Como categoria múltipla e relacional, as violências contra mulheres com deficiência também devem abranger uma pluralidade de componentes sociais e de contextos socioculturais atravessados por relações de poder imbricadas entre si. A depender do contexto social, as violências contra mulheres com deficiência ora são uma expressão das relações de gênero, ora são motivadas pela condição de deficiência ou, ainda, são o produto da polarização entre as categorias de gênero e deficiência e suas interfaces analíticas.
- Universidade Federal de Santa Catarina
- Mestrado

Trecho da revista Jornal Feminista de Saúde (número 25) de junho de 2002, na qual discutem-se aspectos das relações de trabalho interseccionadas com a deficiência

- Jornal da Rede Feminista de Saúde

Recorte do jornal O Estado de S.Paulo (A14), do dia 27/03/2007, no qual religioso de niterói recorreu ao Código de Direito Canônico, alegando que o casal de deficientes não teria condições de procriar

Recorte do jornal Folha de São Paulo (pág.5), cotidiano 3, do dia 28/03/2000, que fala sobre discriminação: Legislação foi criada há dez anos, mas cegos e surdos ainda brigam para garantir benefícios
