CEDOC
Sobre o CEDOCObras sobre “desenvolvimento”
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Tomando los tres temas relacionados de desarrollo, ecología y género, este libro mantiene que existe una íntima conexión entre la degradación de la mujer y la degradación de la naturaleza en la sociedad contemporánea. Ambas degradaciones derivan de las premisas en las que se basa el mal desarrollo, también conocido como desarrollo económico. Este mal desarrolo explotador por definición y cada área de la actividad humana baseada en él margina de las mujeres y a la naturaleza.

Matéria do Correio Braziliense (1996) sobre a pobreza que aumenta todos os dias através das drogas, migração, terrorismo, poluição e instabilidade política segundo conselheiro especial do PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento).

Matéria da Folha de São Paulo (1997) sobre relatório anual do Programa da ONU para o Desenvolvimento, que aponta que mulheres continuam sendo a parcela que mais sofre com a pobreza.

Este artigo tem como objetivo discutir questões relacionadas a desenvolvimento, desastres socioambientais e gênero, as quais, por estarem inscritas no debate contemporâneo brasileiro, constituem elementos que devem pautar pesquisas e estratégias de ação. Apresenta a relação entre gênero, classe, raça/etnia e desastres socioambientais, examinando conceito-schave sobre desenvolvimento, meio ambiente e igualdade no contexto das políticas econômicas recentes. Reflete sobre a situação das mulheres inseridas em uma situação de subalternidade na sociedade capitalista, que sofrem as consequências dos desastres socioambientais. Conclui com sugestões para a inclusão nesses processos do enfoque de gênero na elaboração de agendas de pesquisas e de ação
- Estudos Feministas, vol. 18, n.3

Os textos sobre a globalização costumam pintar um mundo totalmente dominado pelo fluxo do capital global, que nega a grandes setores da humanidade um papel na divisão internacional do trabalho. Passando dessa análise econômica à política e à cultural, alguns teóricos concluem que todo o sentido evaporou dos contextos locais, deixando os habitantes isolados, incapazes de articular suas próprias alternativas às agendas globais. No entanto, um trabalho de campo com um movimento de mulheres rurais brasileiras em um desses lugares “estruturalmente irrelevantes” encontra uma outra face da globalização, com efeitos potencialmente positivos. Essas ativistas locais criam sentidos numa rede transnacional de relações político-culturais que traz benefícios e riscos ao movimento delas. Ali, as mulheres rurais se envolvem com uma gama de militantes feministas, de localizações diversas, em relações constituídas tanto pelo poder quanto pela solidariedade. Elas defendem sua autonomia em relação às imposições dos financiadores internacionais, negociam recursos políticos com feministas brasileiras, apropriam-se dos discursos feministas transnacionais e os transformam. Nesse processo, as mulheres rurais se utilizam de seus próprios recursos, com base exatamente no caráter local do movimento, caráter cujo desaparecimento é lamentado pelos teóricos da globalização.
- Estudos Feministas, vol. 9, n.1
