CEDOC
Sobre o CEDOCObras sobre “diferença”
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Matéria do jornal francês Débats (1999) escrita por Norbert Rouland sobre o debate da paridade dentro da política na França e o conselho constitucional estar ignorando uma questão importante sobre diferença e igualdade, se fala também em gênero e sexo dentro desse debate.

Matéria da Folha de São Paulo (1997) sobre relatório anual do Programa da ONU para o Desenvolvimento, que aponta que mulheres continuam sendo a parcela que mais sofre com a pobreza.

Embora tenham suas especificidades – geográficas, demográficas, políticas, econômicas, étnicas e raciais, tanto o Brasil quanto a Guiné-Bissau são ex-colônias portuguesas e apresentam-se como duas realidades sociais em que as mulheres negras, etnicamente diferenciadas e racializadas, elaboram um novo tipo de feminismo a partir de suas relações com ações coletivas dos seus grupos de pertença na reivindicação dos próprios direitos. Referindo-se à América Latina, Lugones (2008) demonstrou como a colonialidade do poder, resultante da experiência e da hierarquia racial da colonização, significou também uma colonialidade de gênero, mas, em que medida é também uma realidade para o contexto africano? Como procuramos demonstrar, o próprio conceito de raça e, consequentemente, de racismo, assumem dinâmicas diferenciadas nas duas sociedades. E o uso do conceito de gênero parece ser mais importante para pensar como as desigualdades se estruturam no Brasil, se comparado à experiência nos países africanos, particularmente na Guiné-Bissau. Nosso objetivo é analisar a experiência do “feminismo negro” nos dois países, numa perspectiva comparada. Buscamos compreender em que medida essas duas realidades apresentam cenários similares no que tange às lutas ideológicas, políticas e sociais das mulheres.
- Estudos Feministas, vol. 24, n.3

: O ensaio busca entender a ‘encrenca’ que implica teorizar sobre gênero pela complexidade desse conceito, que necessariamente remete ao encontro com a diferença e à necessidade de posicionamento nesse encontro, e, diante disso, à tendência da academia e da psicologia a domesticar e disciplinar o conceito. A narrativa literária é proposta como uma possível ‘terapia’ para essa situação.
- Estudos Feministas, vol. 18, n.1

Partindo do verbete sobre pós-feminismo do Dicionário da Crítica Feminista (organizado por Ana Gabriela Macedo e Ana Luísa Amaral), proponho a discussão do conceito de pósfeminismo não isoladamente, mas antes por aposição a outros termos e conceitos que de algum modo clarificam a natureza complexa do debate em torno deste termo: contra-feminismo, pósfeminismo, contra-dicção, diferença, imagem, ginocrítica, corpo, ciberfeminismo. Defendo que vivemos no contexto de uma variedade de feminismos plurais, e que o seu discurso oposicional e de resistência é ainda, no mundo de hoje, de total pertinência.
- Estudos Feministas, vol. 14, n.3
