CEDOC
Sobre o CEDOCObras sobre “doença”
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Esta pesquisa contou com a participação de mulheres que passaram pela experiência do câncer ginecológico, que foram contatadas com a utilização da técnica de Rede Social, tomada, aqui, na perspectiva de Both (1976), como várias técnicas possíveis de fazer trabalhos com grupos homogêneos. A homogeneidade da qual falo diz respeito ao fato de que estas mulheres possuem em comum o diagnóstico da doença, a faixa etária e a realização da histerectomia - cirurgia de retirada do útero. O objetivo era perceber, em suas narrativas (White, 1981), de que forma a doença e a realização da histerectomia foram experienciados - tendo como pano de fundo a idéia de que a experiência da doença é um momento de margem que marca uma transição - e que a doença não é um evento primariamente biológico, mas um processo experiencial elaborado através de episódios culturais e sociais. Dentro dessa perspectiva, os alcances da biomedicina são relativizados e a preocupação central gira em torno da dinâmica da doença e do processo terapêutico.
- Universidade Federal de Santa Catarina
- Mestrado

Este artigo discute o sensacional processo de 1892 entre o jornal Eagle, Do Brooklin, Nova Iorque, e uma conhecida cirurgiã ginecologista, Dra. Mary Amanda Dixon Jones. Sugiro que o evento confirmou e ajudou a mudar a compreensão sobre o corpo feminino e as doenças ginecológicas para as pacientes, os espectadores do julgamento e o público mais amplo. O desenvolvimento da cirurgia ginecológica alterou as relações entre médico e paciente, permitindo que mulheres pobres e de classe média falassem no tribunal sobre sua penosa experiência da doença. O julgamento proporcionou um canal público incomum para a divulgação das reclamações quanto à condição feminina, assim como para discussão sobre a prática médica.
- Cadernos Pagu, (trans)formações, v.24
- 2005

- Informe Epidemiológico do SUS

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