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Sobre o CEDOCObras sobre “escolarização”
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Com o objetivo de compreender a influência da socialização familiar nas diferenças entre o desempenho escolar de meninas e meninos, foi realizado estudo qualitativo junto a oito famílias de setores populares na cidade de São Paulo. Este artigo enfoca a presença dos responsáveis no cotidiano escolar e os projetos de futuro traçados por adultos e crianças. A mobilização das famílias na escolha da escola não apresentava diferenças conforme o sexo do filho/a, mas pais e mães acompanhavam mais estritamente a escolarização dos meninos. Havia a expectativa de que os meninos entrassem para o mercado de trabalho em torno dos 16 anos e, paralelamente, as meninas eram responsabilizadas desde antes dos 10 anos por tarefas domésticas. E havia diferenças sutis nas expectativas parentais de profissão e escolarização, mais altas para os filhos, apesar de suas irmãs apresentarem melhor desempenho na escola e traçarem planos profissionais mais ambiciosos.
- Estudos Feministas, vol. 24, n.1
- 2016

A partir do século XIX e, sobretudo cam a escenção dos republicanos ao poder, amplia-se a possibilidade das mulheres terem acesso à escolarização. A visão de que o acesso a escolarização tiraria o país da incivilidade e do atraso, aliada a idéia de que as mulheres eram educadoras por excelência, vai garantir a estas a possibilidade de maior acesso à instrução. Para tanto, era necessário, existirem escolas para as mulheres.
- Caderno Espaço Feminino, v.14 n.17
- 2006

- Português
- SILVA, Cristiani Bereta da
