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Sobre o CEDOCObras sobre “esporte”
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Matéria do Correio Braziliense (1996) sobre grupo de mulheres feministas protestando contra a descriminação de gênero nos esportes e olimpíadas, alguns países enviavam apenas delegações masculinas para as olimpíadas.
- 18 de julho de 1996

Matéria do Estado de S. Paulo (2002), uma crônica sobre a percepção feminina do homem e do masculino.
- 30 de junho de 2002

Nota do Diário Catarinense (2000) sobre Ronaldo e nascimento de sua filha questionando o motivo de não chorar apesar do momento emocionante.
- 11 de abril de 2000

O objetivo é examinar os fatores responsáveis pela construção da hegemonia dos atletas soviéticos da patinação artística de duplas e da dança no gelo nas principais competições internacionais a partir da década de 1960, bem como os efeitos dessa hegemonia na construção da imagem da União Soviética como potência esportiva mundial. O uso do desempenho dos casais em competições era um veículo para a comunicação internacional dos sucessos do regime comunista na preparação técnica de sua população. O aparato criado em torno da patinação artística de duplas e da dança no gelo na União Soviética era imbuído de um viés político heteronormativo, que naturalizava as hierarquias que situavam a mulher numa posição de dependência em relação ao homem e contribuía para a exclusão de práticas que apontavam para o questionamento da ordem patriarcal erguida pelo regime comunista.
- Estudos Feministas, vol. 21, n.3
- 2013

Este texto analisa a relação entre a potencialização muscular e as representações de feminilidade que circulam em uma modalidade esportiva específica: o fisiculturismo. Ancora-se nos estudos culturais e em vertentes do feminismo pós-estruturalista, estabelecendo um diálogo com a teorização de Michel Foucault. As análises indicam que no esporte há um investimento para que as atletas preservem atributos culturalmente relacionados a uma representação de feminilidade normalizada. No entanto, essa recomendação não as interpela da mesma forma: algumas são capturadas por esse discurso, outras reagem e resistem indicando que uma arquitetura corporal muscularmente potencializada não estraga a mulher. Ao contrário, mostra-se como outra feminilidade, tencionando, portanto, as representações binárias de gênero.
- Estudos Feministas, vol. 19, n.3
- 2011
