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Sobre o CEDOCObras sobre “etnografia”
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Este trabalho versa sobre aspectos do cenário social brasileiro. Especificamente, o olhar se direciona para questões que envolvem a inscrição social dos sujeitos que se denominam e/ou são denominados travestis. O “objeto” desta investigação antropológica é, portanto, o travestismo, aqui concebido como um fato social, cultural e histórico. Dediquei-me a perseguir a forma e o movimento de algumas práticas e ideias presentes no cotidiano das pessoas que estão diretamente envolvidas com o fenômeno do travestismo. Como delimitação, durante a pesquisa de campo realizada em Porto Alegre, capital do estado do Rio Grande do Sul, parti da observação de dois tipos de relações: as relações entre as travestis e as relações entre elas e seus companheiros. No que se refere as relações entre as travestis, o esforço se deu no sentido de compreender como a construção da identidade de gênero se vincula a experiência de socialização com as demais participantes do grupo a que pertencem. Perceber também, 'como se dá a interação entre elas, a natureza dessa interação e as diferentes formas de construção da subjetividade e da estética femininas.
- Universidade Federal de Santa Catarina
- Mestrado

Trabalho de conclusão de curso apresentado ao Departamento de Ciências Sociais da Universidade de Santa Catarina, orientado por Hélio R. S. Silva.
- Universidade Federal de Santa Catarina

Com foco na temática da judicialização e das práticas alternativas de justiça, o projeto nasceu com o objetivo de mapear e descrever mecanismos e práticas de promoção de justiça, de reparação moral e de mediação em casos de “violência de gênero” identificados pelos sistemas de justiça no Brasil e na Argentina, numa abordagem comparada. Buscamos, portanto, evidenciar através de pesquisas de campo aspectos judicializantes e experimentos ditos “alternativos” que marcam a rede de atenção à “violência de gênero” no Brasil, bem como os dispositivos jurídicos no Brasil e na Argentina.
- Português
- Fernanda Cardozo e Theophilos Rifiotis

Levando em conta a perspectiva histórica, examino, neste artigo, a relação entre uma nora e uma sogra hindu numa rede migratória que envolve Diu – Índia, Moçambique, Portugal e Inglaterra. Esta reflexão faz parte de uma pesquisa sobre a família hindu em Moçambique, estabelecendo um diálogo crítico comestudos que analisam a família hindu como o lugar de reserva das marcas identitárias das populações às quais se atribui origem indiana em África. Inspirada na literatura antropológica, que enfatiza a relação entre os sistemas de relação e o tempo, procuro destacar a flexibilidade das hierarquias das quais participam as mulheres casadas indianas no contexto contemporâneo de Moçambique.
- Cadernos Pagu, Repensando relações familiares, v.29

No presente artigo,1 buscarei refletir sobre uma família recomposta homoparental feminina da periferia da cidade de São Paulo, no que concerne à conjugalidade, ao relacionamento com as filhas, com a família extensa e com o ex-marido. Analisam-se possíveis variáveis que influenciam na forma como a lesbianidade é tratada e vivida e como diferentes posições relativas à questão podem levar a distintos arranjos familiares. No caso enfocado, a vivência de uma militância política e a concepção de lesbianidade como “condição” levam a uma publicização da mesma que terá repercussões na configuração dessa família. Por fim, partindo de uma consideração acerca dos dados etnográficos pesquisados, repenso a própria noção de lesbianidade e de pluriparentalidade.
- Estudos Feministas, vol. 14, n.2
