Instituto de Estudos de Gênero
Palavra-chave

Obras sobre “globalização”

55 resultados

Recortes de jornais
Maria Rita Kehl fala da "violência invisível"

Matéria da Folha de São Paulo (1993) sobre psicóloga falando dos efeitos da globalização.

  • 16 de março de 1993
Artigo
Feminismo e/no pós-colonialismo

Neste artigo, a autora discorre sobre a relação entre feminismo e pós-colonialismo a partir dos conceitos-chave nos estudos pós-coloniais, salientando as premissas, os métodos e as tensões dessa aliança, bem como os desafios entre os feminismos “ocidental” e “póscolonial” no contexto da globalização.

  • Estudos Feministas, vol. 21, n.2
  • 2013
Artigo
Masculinidade hegemônica: repensando o conceito

O conceito de masculinidade hegemônica tem influenciado os estudos de gênero em vários campos acadêmicos, mas ao mesmo tempo tem atraído um sério criticismo. Os autores traçam a origem do conceito a uma convergência de ideias no início dos anos 1980 e mapeiam as formas através das quais o conceito foi aplicado quando os estudos sobre homens e masculinidades se expandiram. Avaliando as principais críticas, os autores defendem o conceito de masculinidade como fundamental, uma vez que, na maioria das pesquisas que o opera, seu uso não é reificador nem essencialista. Entretanto, as críticas aos modelos assentados em características de gênero e às tipologias rígidas são sólidas. O tratamento do sujeito em pesquisas sobre masculinidades hegemônicas pode ser melhorado com a ajuda dos recentes modelos psicológicos, mesmo que os limites à flexibilidade discursiva devam ser reconhecidos. O conceito de masculinidade hegemônica não equivale a um modelo de reprodução social; precisam ser reconhecidas as lutas sociais nas quais masculinidades subordinadas influenciam formas dominantes. Por fim, os autores revisam o que foi confirmado por formulações iniciais (a ideia de masculinidades múltiplas, o conceito de hegemonia e a ênfase na transformação) e o que precisa ser descartado (tratamento unidimensional da hierarquia e concepções de características de gênero). Os autores sugerem a reformulação do conceito em quatro áreas: um modelo mais complexo da hierarquia de gênero, enfatizando a agência das mulheres; o reconhecimento explícito da geografia das masculinidades, enfatizando a interseccionalidade entre os níveis local, regional e global; um tratamento mais específico da encorporação1 em contextos de privilégio e poder; e uma maior ênfase na dinâmica da masculinidade hegemônica, reconhecendo as contradições internas e as possibilidades de movimento em direção à democracia de gênero.

  • Estudos Feministas, vol. 21, n.1
  • 2013
Artigo
Competições esportivas mundiais LGBT: guetos sexualizados em escala global?

Os guetos são espaços circunscritos e marginais nos quais, ao longo da história, minorias religiosas, sociais, étnicas e sexuais foram encapsuladas e segregadas. Atravessados por fluxos e tensões em movimento do global landscape, tais territórios devem ser revisitados sob a ótica da globalização. Com o propósito de analisar territorialidades marginais de gênero atreladas a eventos esportivos LGBT, este artigo buscou ressemantizar o conceito de gueto da "Escola de Chicago" e repensá-lo segundo novas perspectivas analíticas, aplicadas a duas competições esportivas mundiais (Gay Games e World OutGames) voltadas para o público LGBT. Percebeu-se que a ocorrência dessas competições e as expectativas em torno de "capitais ejaculantes" de corpos, sexos, desejos e sexualidades vinculados ao esporte abrem a perspectiva de que tais torneios performatizem "guetos sexualizados", isto é, espaços territorializados de práticas itinerantes de desejos, na lógica de uma circulação em escala global, de corpos e de capital.

  • Estudos Feministas, vol. 19, n.3
  • 2011
Artigo
Interseccionalidade em uma era de globalização: as implicações da Coferência Mundial contra o Racismo para as práticas feministas transnacionais

Este relatório analisa a interseccionalidade como uma abordagem feminista com significante impacto nos discursos e debates durante o Fórum de ONGs e a Conferência Mundial Contra o Racismo, em Durban, África do Sul. O termo ‘interseccionalidade’ se refere às articulações entre a discriminação de gênero, a homofobia, o racismo e a exploração de classe. Falando do lugar de enunciação de mulheres de cor feministas situadas nos territórios geográficos dos Estados Unidos, as autoras enfatizam algumas questões-chave e tendências dos movimentos sociais que foram ignoradas pela mídia estadunidense. Alternativamente, o relatório examina como a introdução das ‘intolerâncias correlatas’ na agenda da Conferência permitiu discussões mais amplas sobre os efeitos da globalização no agravamento do racismo e sobre as múltiplas opressões com relação à orientação sexual e aos direitos sexuais. As autoras argumentam que uma insistência na significância do gênero e da raça, bem como da classe, no contexto do capitalismo neo-liberal, coloca novas e importantes coordenadas nos mapas do feminismo transnacional e do crescente movimento anti-globalização

  • Estudos Feministas, vol. 10, n.1
  • 2002

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