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Sobre o CEDOCObras sobre “lesbianismo”
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O recorte de 1999 publicado pelo jornal Correio Braziliense aborda a discriminação homossexual que as mulheres sofrem e a invisibilidade do lesbianismo nas mídias, assim como diversos outros temas apresentados no V Encontro de Lésbicas Feministas da América Latina e do Caribe, realizado no Rio de Janeiro e organizado pelo Centro de Documentação e Coisa de Mulher (Cedoicom)

A literatura de Cassandra Rios, cuja posição no cânone da produção brasileira é marginal, pode ser compreendida como um campo de batalha de forças que tanto constroem como fazem ruir a ideia de um ser lésbica como algo estável. Se, por um lado, há uma tentativa de legitimar esse modo de vida, por outro, uma escrita mais sutil, subterrânea e errática, desestabiliza essa legitimidade em nome de uma fluidez subjetiva que posterga a definição de uma identidade, ao trazer à tona uma série de transformações, linguísticas e diegéticas que propõem múltiplas formas de existência.
- Estudos Feministas, vol. 21, n.1

Este artigo apresenta os modos de socialização de um grupo de mulheres lésbicas masculinas em um bar do centro do Rio de Janeiro. Através da explicitação das autodenominações e das performances corporais, tento desvendar modos alternativos de construção de masculinidades que tem como suporte o corpo das mulheres e não dos homens. Por sua vez, essas performances dão espaço para a discussão dos modos em que as categorias binárias de homem/mulher e masculino/feminino se desmancham na cotidianidade do campo.
- Cadernos Pagu, Quereres, v.28

Os paradigmas do gênero são parte constituinte da homogeneização da realidade social e do caráter de evidência que recobre a erotização do sistema sexo/gênero no modelo da heterossexualidade. Mas mesmo neste fim de milênio, questioná-lo é problemático: face à diferença física dos caracteres sexuais entre fêmea e macho e à força das representações sociais que demandam a correspondência exata entre gênero social e sexo biológico, a multiplicidade do desejo é obscurecida e domesticada. Mas a existência deste plural estende o espaço discursivo e neste sentido, o feminismo encontra-se com o lesbianismo nesta problemática que analisa a noção de sexo biológico e das práticas sexuais nas areias movediças de uma identidade múltipla e nômade.
- Caderno Espaço Feminino, v.9 n.10_11

No prefácio da antologia Chloe Plus Olivia : An Anthology of Lesbian Literature from the Seventeenth Century to the Present, a editora Lillian Faderman chama a atenção para a necessidade de dar visibilidade às relações femininas. Seguindo a proposta de Faderman, este artigo aborda o romance premiado de Alice Walker, enfatizando a relação entre Celie e Shug.
- Revista Gênero, v.2 n.1
