Instituto de Estudos de Gênero
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Obras sobre “liberdade”

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Recortes de jornais
Tudo bem no ano que vem

Matéria da Folha de São Paulo (1999) escrita por Luiza Nagib Eluf sobre as expectativas para o novo milênio e as conquistas femininas até ali.

  • 25 de dezembro de 1999
Artigo
O conceito de liberdade como não dominação sob a perspectiva feminista

O ponto central da teoria de Philip Pettit, referência fundamental no chamado novo republicanismo, é o conceito de liberdade como não dominação: uma pessoa livre é aquela que não vive sob desejo arbitrário ou dominação de outros. Para ele, esse conceito crucial unifica os autores neorrepublicanos, a despeito de suas variações analíticas, e pode articular preocupações de vários movimentos contemporâneos, como o feminista. Esse trabalho analisa os pontos de aproximação e tensão existentes entre o republicanismo de Pettit e algumas das preocupações presentes no campo plural e heterogêneo da teoria feminista. Defendemos o argumento de que, se tratado como um regulador político, o ideal de liberdade como não dominação pode ser bastante útil às feministas.

  • Estudos Feministas, vol. 22, n.1
  • 2014
Artigo
As mulheres muçulmanas precisam realmente de salvação?: reflexões antropológicas sobre o relativismo cultural e seus outros.

Este artigo explora a ética da atual "Guerra ao Terrorismo", perguntando se a antropologia, disciplina dedicada a entender a diferença cultural e a lidar com ela, pode nos fornecer apoio crítico para as justificações feitas sobre a intervenção no Afeganistão em termos de liberar ou salvar mulheres afegãs. Eu observo primeiramente os perigos da cultura de reificação, aparente nas tendências de afixar ícones culturais claros como as mulheres muçulmanas sobre confusas dinâmicas históricas e políticas. Posteriormente, chamando atenção para as ressonâncias entre discursos contemporâneos sobre igualdade, liberdade e direitos com antigos discursos coloniais e retórica missionária sobre mulheres muçulmanas, eu argumento que, em vez disso, nós precisamos desenvolver uma séria avaliação das diferenças entre as mulheres no mundo - como produtos de histórias diferentes, expressões de diferentes circunstâncias e manifestações de desejos distintamente estruturados. Além disso, eu argumento que, em vez de buscar "salvar" outros (com a superioridade que isso implica e as violências que acarretaria), talvez fosse melhor pensarmos em termos de (1) trabalhar com elas nas situações que reconhecemos como sempre sujeitas a transformações históricas e (2) considerar nossas próprias e maiores responsabilidades para indicar as formas de injustiça global que são poderosas formadoras dos mundos nas quais elas se encontram. Eu desenvolvo muito desses argumentos a respeito dos limites do "relativismo cultural" através de uma consideração da burca e dos vários significados dos véus no mundo muçulmano.

  • Estudos Feministas, vol. 20, n.2
  • 2012
Artigo
Observações sobre a libido colonizada: tentando pensar ao largo do patriarcado

Nestas observações procuro refletir sobre algumas conseqüências da maneira como pensamos e vivemos nossos desejos. Procuro contrastar nossos desejos com a idéia de liberdade e com a maneira como pensamos a natureza. Isso me leva rapidamente a pensar na pornografia, na identidade masculina e em seguida no nosso regime de auto-estima. Desemboco então em um conjunto de temas que se relacionam com as estruturas institucionais e emocionais do patriarcado sob um regime de heterossexualidade normatizada. Tento considerar esses temas sob um ponto de vista da experiência de quem foi treinado na masculinidade e se incomoda com suas conseqüências. Procuro encontrar um modo de repensar o agenciamento de nossos desejos e encontrar caminhos para um exercício de nossas capacidades de desejo que sejam, de alguma forma, mais livres.

  • Estudos Feministas, vol. 12, n.1
  • 2004
Artigo
A liberdade entre a utopia e a história: Luce Fabbri e o anarquismo na América do Sul

Este artigo procura focalizar, através do trabalho da memória de Luce Fabbri,antiga militante anarquista italiana, dimensões da cultura política do anarquismo, tal como se manifestam em alguns países da América do Sul, especialmente no Uruguai e Argentina. Acompanhando a trajetória de sua vida, busco recuperar a experiência feminina do Anarquismo, assim como entender os desdobramentos teóricos e políticos desta doutrina política na contemporaneidade, formulados por esta ativa militante e livre-pensadora.

  • Cadernos Pagu, Gênero, narrativas, memórias, v.8_9
  • 1997

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