CEDOC
Sobre o CEDOCObras sobre “migrações”
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A Revista Periódicus está interessada em textos que problematizem normatizações, normalizações e naturalizações sobre gênero e sexualidade, em especial trabalhos que discutam a heteronormatividade e a cisnormatividade, a heterossexualidade e a cisgeneridade compulsórias, além de análises críticas aos binarismos de gênero e sexualidade. Serão priorizados trabalhos que evidenciem e problematizem "regimes de verdade" sobre gêneros e sexualidades, especialmente aqueles em uma perspectiva interseccional. A Revista Periódicus abrange um Dossiê temático, que publica textos inéditos sobre uma mesma temática, que muda a cada edição, e uma Seção Livre, que publica textos que estão sob o escopo da revista, mas não se encaixam nos dossiês. Os textos poderão ter formato de Artigos, Ensaios, Traduções, Entrevistas e Resenhas, além de textos literários, manifestos e outras formas textuais mais experimentais. Todas as publicações devem ter pelo menos 60% de seu conteúdo de investigação original, dentro do âmbito científico e acadêmico. Cada Dossiê possui prazos específicos detalhados nas chamadas para publicação, enquanto a Sessão Livre recebe inscrições em fluxo contínuo. Mais informações em "Diretrizes para autor@s".
- Periódicus

Nos parágrafos a seguir, para refletir sobre temas como a "identidade palestina" ou “a família árabe”, tentarei demonstrar, a partir do estudo etnográfico de famílias morando em Chuí, o quanto a identidade territorial tem a ver com aspectos da vida familiar. Entre viagens de retorno (que introduzem jovens “brasileiros” no convívio com primos, tios e tias na Palestina), relações familiares (na diáspora, vínculos travados na cidade de Chuí e outras localidades no Brasil e no exterior), e acontecimentos internacionais recentes -- não será uma única explicação que dará a entender a recriação e a pertinência de uma identidade social calcada no reconhecimento de uma origem e um destino comum.
- Cadernos Pagu, Repensando relações familiares, v.29

Nesse artigo, inspiro-me em pesquisas realizadas na Suécia, Índia, Colômbia, Equador, Bolívia, Chile e Estados Unidos, entre 1995 e 2004, para enfocar o que Laurel Kendall descreve como “a plasticidade assim como a força do parentesco idiomático” no contexto da adoção transnacional. Tanto na Europa como na América do Norte, adoções transnacionais (que tendem a ser transraciais, dado que a maioria das crianças adotadas vem de regiões não-européias) complicam o projeto de “imitar a natureza”, pois em muitas dessas adoções a “diferença” entre os pais adotivos e a criança é evidente. O adotado oriundo da Ásia, da África ou da América Latina que vive numa família euroamericana representa um paradoxo de pertencimento no contexto global onde o transnacionalismo, ao mesmo tempo, afirma e transgride as fronteiras da nação-estado.
- Cadernos Pagu, Repensando relações familiares, v.29

- Revista Mediações

- Português
- HIRATA, Helena, LABORIE, Françoise, LE DOARÉ, Hélène e SENOTIER, Danièle
